domingo, 29 de janeiro de 2012

Descrevendo


Era uma vez um rapaz de quinze anos, que tinha muitos sonhos e ideias compatíveis com os tais.
Esse jovem sempre achou que nunca iria se apaixonar de verdade, mas a vida como sempre foi pretensiosa e lhe pregou uma peça.
Talvez a maneira pela qual esse garoto entrou em contato com essa paixão não tenha sido lá bem proporcional com seus ideais.
Na verdade ele ficou assustado e sem reação, mas preservou isso como uma grande amizade, e que o passar do calendário foi somente fortalecendo a tal.
O tempo passou, o jovem pensou que poderia evitar esse sentimento, buscou outros caminhos, se divertiu, gostou de outras pessoas, mas sempre com um vazio que perambulava o vão de seu coração.
Quando menos se vê, já se passaram dois anos e meio desde o começo da tormenta, e esse garoto começa enfim a pensar que não pode mais fugir desse sentimento tão nobre, mas ele ainda tem muito receio de compartilhar isso.
Até que enfim, da maneira mais covarde ele desabafa, mas mesmo assim, ele se sente bem, mas mal sabia que começaria enfim o começo de um dos maiores apertos que seu coração iria sentir na altura de seus dezoito anos.
Ele deveria ficar mais aliviado, talvez ficasse se esse amor fosse realmente correspondido, mas infelizmente a vida não é tão bacana para com ele, e talvez isso seja totalmente culpa de seus atos, onde ele sempre fez mais por pensar do que agir, e de certa forma esse jovem se tornou escravo de suas próprias ideias, virou escravo dele mesmo.
Infelizmente o que para ele era uma certeza, para a garota não era tanto assim, e sucessivamente, o jovem apaixonado não sabe mais o que fazer, várias ideias rondaram sua cabeça, mas nada de concreto.
Até que por acaso, de uma maneira estranha, ele se depara com aquela garota ou mulher, enfim, ficou tão sem reação, que simplesmente não sabia o que fazer ou falar, e isso foi uma peça do destino fazer uma pessoa cheia de ideias ficar sem palavras com aquele ser que ele julga tão necessário, mas essa é a vida, e ela teima em fazer coisas confusas com as pessoas.
A vida talvez tenha sido um pouco dura com esse garoto, mas ele aos poucos aprende, na verdade ele nem sabe o que fazer, sendo que ele entrou em um desespero emocional difícil de ser contornado.
A vida foi cruel com ele, assim como deve ter sido com outras pessoas, mas o que mais lhe faz sentir estranho, é a dúvida...
Sim, a dúvida, uma pessoa que sempre levantou inúmeras duvidas sobre tudo, não pode simplesmente encarar mais essa, e isso é uma puta ironia do destino, e esse começa a acarretar um novo sentimento, um sentimento que esse jovem simplesmente não consegue descrever, pois tem medo.
Medo de no fim, nada ter valido a pena, medo de não ter um valor de verdade, medo de tudo o que ele sempre sentiu, não passar de águas, passageiras, é lógico que ele sabe que isso não é passageiro, mas ele tem medo de a vida fazer com que ele deixe isso para trás.
Esse jovem descreve a vida com inúmeras palavras, talvez ele consiga decifrar pensamentos obscuros, conspirações elaboradas, mas ao mesmo tempo, ele percebe que talvez tudo não passe de uma pura ilusão, uma ilusão de que essa tenha sido a melhor maneira de fugir de si próprio, sim, fugir de seus sentimentos.
O rapaz começa a sentir constipado, parece que durante a vida, ele nunca soube encarar seus verdadeiros sentimentos, e durante muito tempo fugiu disso, seja por atos infantis, seja por teorias que ele mesmo acha difícil de ser concretas, mas sempre mostrando uma certeza que na verdade ele nunca teve.
Esse mesmo jovem não sabe o que esperar deste 2012, ele queria muita coisa, queria mesmo, mas se conseguir realizar ao menos um quesito, creio eu que se sentiria muito bem, mas essa mesma certeza parece ir embora no momento em que ele olha para o horizonte.
Ele vê o horizonte e não vê nada, não vê um depois, ele tem esperança, mas essa esperança se mostra dissipada dentro do seu ser racional, e enfim ele cai na dose de realidade que sempre fugiu.
A realidade imutável, a realidade concreta, a realidade difícil, esses são quesitos de realidade que sempre fizeram com que esse jovem fugisse de tudo para expressar seus desejos e anseios , só que agora ele vê que tudo pode não ter passado de uma grande perda de tempo.
Antes o jovem que se via feliz daqui a dez anos, começa a se ver solitário, jogado em seu mundo de ideias, e talvez nada tenha passado de um monte de merda que ele encarou a vida inteira.
Esse jovem se vê em um bar, em uma noite de sexta-feira, conversando consigo mesmo sobre a semana difícil, barba mal feita, cabelos despenteados, olhar vazio, e começa a pensar que um dia ele pensou em mudar o mundo, em que um dia ele pensou em ser feliz, e sabe que nada passou de sonhos, e o pior, esses sonhos foram quebrados pela dura verdade da realidade.
Estava descrevendo a vida desse jovem, até que ele quis ler o que estava escrito, e começou a gargalhar e me deu um leve (não tão leve) murro em minha boca, e disse insanamente:
_É assim que você me descreve? Acha que sou tão covarde de abaixar a cabeça para as dificuldades da vida?! Você acha que sou tão cusão assim que desistirei de tudo por simples obstáculos que a vida proporciona?! Você realmente não me conhece;
Em desespero e sem reação, confesso que fiquei extremamente confuso, sendo que talvez eu conhecesse aquelas palavras melhor do que qualquer outra pessoa, até que ele completou:
_Enquanto houver um brilho no olhar, enquanto houver pessoas que confiam em mim, enquanto houver amizade, enquanto houver esperança, enquanto houver amor... Estarei lutando meu amigo, e você sabe melhor do que eu,sabe que eu nunca desistirei, não importa quantos problemas existirão em meu caminho...
Observei atentamente em seus olhos castanhos claros, e observei um tom de veracidade fora do comum, como se ele estivesse com a total certeza de suas palavras, e confesso que estava mesmo, até que ele simplesmente sumiu.
Comecei a pensar em tudo que aquele “cara” me disse, e vi que ele estava com a total certeza, pois enquanto houver esperança, existe simplesmente tudo, e enfim esses pensamentos retardados sumiram de minha cabeça.
Obrigado Senhor Eu Lírico.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

De História a Veterinária


Estava escrevendo um puta texto, em que eu ia descrever tudo o que eu estava sentindo e tal, pelo curso que eu escolhi, mas to enjoando de apenas descrever e não sentir, e isso ta me dando uma agonia desgraçada.
Bom, na verdade perdi a porra do Meu Pen Drive que tinha texto para caralho, na verdade tinha post para ao menos uns 6 meses, e foi estranho, sendo que o perdi logo no dia em que eu fui pedir minhas contas, como se tudo tivesse que ser renovado.
Sempre tive muita vontade de fazer História, isso é fato consumado, eu simplesmente amo História, simples assim, amor não precisa explicar...
Vou contar uma parte da História (irônico não?), eu fiz o Vestibular para a Unoeste e passei em Segundo em História, fiquei feliz, na verdade, corri para fazer a inscrição, simplesmente me apoiei nisso, e estava determinado a mudar algo com minhas teorias malucas, e com minhas conversas, na verdade eu acho que eu tenho algo bom em mim, e posso ajudar as pessoas a verem o mundo de uma forma diferente.
Me inscrevi no Prouni para Historia em Primeira Opção e Medicina Veterinária na segunda, logo, o curso por ser de Licenciatura seria muito mais fácil, mas putamente só tinha uma porra de uma vaga naquele caralho, e o resultado saiu, e não consegui Historia, mas consegui Veterinária, e novamente fiquei em Segundo em História, como sempre, to tendo um sério problema com essa questão de segundo lugar, parece que em tudo estou ficando em segundo plano.
Primeiramente, prestei Sistema de Informação no meio do ano, passei em segundo, prestei um concurso na minha cidade para ganhar mil e poucos pilha, fiquei em segundo, prestei História, e em duas ocasiões fiquei em segundo, ah, fiquei puto para caralho, na verdade, fiquei um pouco deprimido, MAS acho que está na hora de buscar algo novo.
Caso eu faça História, vou continuar a seguir o que sempre pensei – SIM, vou, só que eu não acho que estou levando da maneira correta.
Sabe, não tenho crenças, não acredito em porra nenhuma, estou confuso, não consigo as coisas que eu quero, não consigo expressar o que sinto, não consigo reciprocidade no que sinto, na verdade, nem ao menos sei o que quero.
Dentro de todas essas confusões, eu resolvi mudar, aproveitando a chance de ter conseguido uma puta chance, vou respirar novos ares, vou seila, capar cachorros kkk, mas enfim, vamos ver no que vai dar, espero dar certo, e se não der, terei consciência, e voltarei atrás e farei enfim o meu procurado curso de História.
Tenho medo de ir contra tudo o que eu falei, mas não é fácil, vou explicar melhor em alguns outros posts, mas por enquanto, essa é minha decisão, nessa vida de confusões e incertezas, a cada minuto que passa, vejo que não sei o que fazer da minha vida, mas vou seguindo, quem sabe eu encontre meu caminho.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Se for para ser, simplesmente será


O Tempo passou e assim como tudo, começamos a refrescar a cabeça sobre alguns assuntos.
Sei que muita coisa que eu disse será eternizada, mas também sei que é importante dizer o que sentimos, nunca disse realmente tudo o que senti, mas enfim, o tempo já está passando, mais rápido do que eu.
O que ganhei a vida inteira é difícil de explicar, mas sei que evolui muito nos últimos tempos, e não sou mais criança, e sei que não conseguimos tudo o que queremos.
É verdade, é impossível ter tudo, mas também sei que devemos lutar pelos nossos objetivos.
A maior duvida que fica estagnada é como devemos lutar, como fazer isso, é complicado demais, e confesso que minha força de luta vem sendo jogada a escanteio.
Como diriam os velhos filósofos, nada como deixar que o tempo tome conta de nossos seres, e o tempo se mostra sábio nesse quesito.
Mas mesmo assim, não estou disposto a esperar pro resto de meus dias, mas não sei bem o que fazer, na verdade, estou mais enrolado que esse texto aqui.
Sofrer? Chorar?
Que nada, longe disso, acho que a resposta de todas nossas angustias estão embutidas em nossos seres, e a única resposta é levar na boa.
Nada de coisas espalhafatosas e tal, pois você nunca foi assim, e não mudará repentinamente...
Você sabe disso, e, ao mesmo tempo está confuso, mas isso está longe de seu alcance.
Lembrando que isso é bem mais complexo que o desenrolar de palavras e pensamentos, isso é algo que envolve um outro alguém, e pelo visto, você não está assim tão acostumado com esse tipo de situação.
Por isso, aguarde, dê tempo ao tempo, e se for para ser, simplesmente será, e se não for, espero que ela seja feliz, não importe onde como, com quem e por que.
Simples assim.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Buscando o novo


Olhei para mim por alguns instantes, comecei a deparar com um ser estranho dentro do meu eu, algo como se não existisse, fosse subliminar, estranhamente, estou alucinado, não sei exatamente com o que, mas mergulhei em algo tão distante que fiquei longe de qualquer coisa considerada normal.
Eu nunca liguei para a palavra normal, mas fugir demais desse contexto está gerando uma coisa estranha dentro de mim, como se eu estivesse virando seilá o que, como se eu realmente não existisse.
Cara, parei, que porra é essa velho?
Sinceramente eu não sei onde eu iria parar, ta bom, eu controlo um pouco o meu sentimental e emocional, mas os dois estavam sendo alavancados para algo tão nebuloso, que não sei exatamente o que viria a ser.
Irracional era tudo isso, como se eu estivesse circunstanciado em uma estrada árdua, que pegaria de forma imediata todos meus conceitos considerados dentro do meu caráter.
Preciso respirar um novo ar, preciso parar de tentar questionar tudo, sendo que isso passou do meu controle para um estado maior, como se tudo estivesse jogado meio que no nada, e não estou preparado para isso, e nunca estarei, e não retornarei a tal estado, porque a poucos instantes atrás eu senti algo beirando a loucura.
Nunca me senti de tal forma, e senti algo estranho brotado em meu peito, que farei de tudo para destruir, vivendo um novo ar, um ar de vida, um ar natural.
Não importe onde seja, eu por um tempo, estou deixando um pouco essas criticas que parecem simplesmente estabelecer uma ligação direta com a loucura, e sinceramente, não estou tão alienado com isso.
Preciso de ar, assim como você leitor pode um dia precisar, mude tudo, e isso que vou fazer, alias, preciso retornar um pouco em meu ciclo antes de começar algo que me manifestou para uma solidão estranha que nunca havia sentido.
Vou dar valor as minhas amizades, sendo que todos precisamos de amigos para simplesmente viver, não importa quem os seja, mas os trate bem para que o mundo volte a girar naturalmente.
E de escolha em escolha, a partir deste dia 22 de janeiro de 2012 vou começar a puxar um novo ar em minhas entranhas para que meu ser se desinfete um pouco da insanidade.
Vou descrever aos poucos isso tudo, e quero que você leitor do Mente Aberta acompanhe essa minha evolução, que Será o único meio da internet que usarei para desabafar por algum tempo os meus pensamentos avulsos e alucinados.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Vem pro Pau Ano do Cassete!


Olá leitores do blog Mente Aberta, cá estou eu para falar de algo que foi importante para mim, na verdade vou falar de como foram minhas férias, bem, nem sei se citei que estava de férias do meu emprego, mas enfim, amanhã retorno ao trabalho.
O dia 15 de dezembro foi marcado como meu último dia de serviço, antes de pegar um período de descanso e tal, e olha, esse mês passou rápido pacas, na verdade nem vi o tempo passar.
Fiz inúmeros planos para essas férias, tipo, na minha cabeça daria tempo para fazer um monte de coisa, tipo, eu tinha planejado um sábado do Senhor dos Anéis, que consistia em eu assistir os três longos filmes em apenas um dia, que apesar da trilogia ser fantástica, isso seria quase quanto uma tortura psicológica, acabou que eu assisti os dois primeiros em dias diferentes e não assisti ao Retorno do Rei, apesar de eu gostar mais das Duas Torres, o terceiro é como o abate final, e olhe só, acho que não vai dar tempo de assistir, pois já é 17:05, e nem sei o que vou fazer a noite.
Foi umas férias estranha, porque não pude jogar bola, pelo fato de ter torcido meu joelho esquerdo pela terceira vez em quinze meses, fato esse que estou levando em conta que minha articulação do joelho é muito podre, mas tudo bem, fui meio que obrigado a fazer 10 horas de sessão de fisioterapia, pelas qual passei por muitas horas de tédio extremo.
Olhem só, amanhã eu tenho uma consulta médica e verei qual será o fim de meu joelho, sendo que tem grandes chances de eu entrar na faca, fato esse que está gerando uma pequena onda de estresse na minha cabeça, pois tenho pavor de médico, sério, não sei, me dá calafrios assombrosos quando preciso passar por essa tortura psicológica.
Vamos ver o que eu fiz nessas férias, tipo, arrumei meu quarto, a copa, a dispensa e a garagem de minha casa, fiz isso, é lógico que muitas vezes, fazendo com uma grande preguiça, mas enfim, isso é resultado de alguns dias sem fazer muita coisa.
Nesse período de férias escrevi cerca de 70 artigos para um site que faz a compra dos mesmos, na verdade ao invés de ter feito isso, eu poderia ter feito outras coisas, mas enfim, meu lado capitalista gritou um pouco e acabei ganhando uma boa verba inicial de começo de ano.
Me decidi que o que devo fazer realmente é História, curso esse que confesso ter uma queda declarada desde o começo de minha convivência com a escola, e me lembro que nem era apenas uma matéria, mas sim algo chamado de História e Geografia, mas o que mais me chama a atenção é sem duvida como alguns fatos podem mudar a maneira das pessoas levarem a vida, e sinceramente, eu acho que eu posso passar muita coisa boa para meus futuros alunos, em relação a remuneração, bem, isso não me importa muito, é claro que dinheiro é importante, mas ganharei dinheiro para viver e não viverei para ganhá-lo. E aliás, quando fazemos algo que é de pura vontade e de coração, o sucesso é conseqüência desse trabalho, bom, depois eu escrevo um post mais detalhado sobre isso, mas por enquanto vou me dedicar a falar de minhas férias.
Fiquei um tempo com minha família, sendo que esse tempo estava ficando cada vez mais escasso, e isso me fez muito bem, é claro que gostaria que a mesma fosse mais unida e tal, mas ta bom.
No ano novo eu fiquei muito bêbado, e não quero falar muito sobre isso, bom, esse ano de 2012 eu não bebi absolutamente nada de álcool, mas vamos ver quanto tempo eu agüento.
Relaxei demais, pensei na vida, dormi, não fiz nada, pensei, pensei, pensei e pensei...
Escrevi alguns posts nessas férias, na verdade agora que vou começar a faculdade, e estarei trabalhando, não sei bem se terei muito tempo, mas sempre que der algum tempinho estarei aqui, falando de minha vida, e de assuntos que envolvem a tal, e o assunto que eu mais adoro, que são as criticas.
Perdi um pouco o foco, e embalei em assuntos um pouco românticos, mas confesso que estou entrelaçado em um assunto que me deixa totalmente sem reação, que não vou detalhar aqui, mas quem me conhece bem, sabe do que estou passando, e na verdade o que mais eu espero agora são respostas, logo eu que sempre levantei duvidas sobre duvidas que dizem que nada tem uma verdadeira resposta, mas para esse assunto, eu espero.
Ok, essas foram minhas férias, umas férias recheadas de nada, onde tive pouquíssimas coisas espetaculares, mas que gostei e muito, pois foi um período em que eu conversei comigo mesmo e também foi algo ideal para recuperar as energias e começar esse 2012 voando, vem pro PAU ANO DO CASSETE!
Grande Abraço Gente :D

domingo, 15 de janeiro de 2012

Escadarias da vida


Sentei na escadaria da minha vida, e olhei para frente, não sei exatamente o que via, era algo nebuloso sem uma forma definida.
Fixei meu olhar para aquela forma longe de qualquer descrição que minha retina poderia decifrar, meus olhos brilharam, me levantei, senti todo um cansaço entrelaçando em meus pés, mas mesmo assim, fui em direção da nuvem embaçada.
Cheguei próximo, o clima começou a mudar, meus pensamentos voaram junto com a temperatura, senti um grande calafrio em minha espinha e passei a sentir uma breve presença, que de uma forma estranha sussurrava em meu ouvido.
Minha pupila dilatou de forma que todos os meus medos ficassem estagnados na escuridão de meu olhar vago.
Senti algo me puxando, mas já me encontrava tão sem reação que não consegui me defender, até que vejo que meu corpo estava parado e estava saindo dele, olhei para trás e vi algo estranho, era um ser extremamente igual a mim, sim, era outro eu, que não dizia nada, até que de forma brusca ele puxou meus braços e olhou de forma fixa em meus olhos.
Um olhar castanho diferente de qualquer outro que eu já tinha encarado, afinal, era o meu olhar, um olhar que defino de forma melancólica, um olhar onde existem sonhos, ambições e muita coisa a conquistar.
Olhei cerca de cinco minutos, e foram cinco minutos de assustar, uma face sem reação a nada, até que de forma tremula eu perguntei:
_Quem é você?
O silêncio pairou o rosto daquele ser que era tão comum para mim, mas mesmo assim, era vazio, diferente, até que ele abaixou o rosto, o ergueu novamente, e olhando para cima da forma mais estranha o possível, ele sorriu, um sorriso irônico, até que ele olhou para mim e disse:
_Responda você, quem é você?
Uma voz mais trêmula e distorcida do que eu poderia decifrar, mas era a mesma voz que eu emitia quando estava com medo, com receio, sem resposta, era a minha voz de quando eu não tinha reação para o mundo, e essa voz realmente me assusta até os dias atuais, mas não hesitei em responder:
_Eu sinceramente não sei... Não sou algo tão lógico para descrever com apenas algumas palavras...
A coisa se é que posso descrevê-la assim, deu uma leve gargalhada que soava mais roca que o necessário e começou a falar:
_Tudo bem, mesmo você não conseguindo responder uma pergunta considerada fácil, vou dizer quem eu sou, eu sou o que você é.
Mas não ache que sou seu lado bonzinho, seu lado humano, não, eu sou a parte mais sombria do seu ser, eu sou algo que você deveria ter medo, mas não tem.
As vezes me pergunto o porque você não tem medo, deveria ter não acha?
Mas tudo bem, eu admiro essa sua coragem, mesmo sendo uma pessoa tão passiva e coesa, você tem uma coragem que eu admiro.
A coragem de encarar toda essa selva de barbárie, e considerando assim sua única e mera opinião, mas me pergunto, por que faz isso?
Com uma confusão estagnada em minha cabeça, percebi que uma gota de suor escorreu em meu rosto, um suor gelado, e como se fosse um passe de mágica, eu consegui observar aquela gota caindo de forma quase paralisada, mas precisei responder:
_Não sei, talvez esse seja o meu ser, acho que sempre acreditei em mim, fato esse que me faz dessa forma.
A conversa tinha ido longe o suficiente, tão longe que já tinha me esquecido totalmente que eu estava afastado de meu corpo, e comecei a perceber uma situação inusitada, e estava vendo aquelas fumaças nebulosas que tanto despertaram minhas duvidas.
Perguntei o que era aquilo, e aquele meu eu sombrio me puxou de forma grotesca e me arremessou para dentro daquela coisa que sinceramente, não sei mas como descrever.
Quando cai dentro daquilo, comecei a sentir meu corpo meio que solto e se movimentando aleatoriamente, e vi uma série de espelhos, e via coisas que um dia eu vivi, até que me fixei em uma imagem...
Era carnaval de 2007, a cidade era Iguaba Velha, e comecei a ver minha família unida, todos estavam muito felizes, era algo que eu sentia muita falta, uma lágrima escorreu de meus olhos, até que precisei tirar meu foco daquilo.
Comecei a observar várias outras imagens, até que observo uma cena que ficou marcada em minha vida, o ano era 2006, e lá estava eu junto com um dos meus melhores amigos que já tive na vida, que infelizmente não converso a alguns meses, e estávamos conversando sobre a copa do mundo, sim, lembro daquela época como se fosse ontem, uma época em que eu falava bosta o intervalo todo, e a maioria dos assuntos eram sobre futebol e futuras conquistas amorosas que francamente, nunca conseguíamos nada, mas era uma época que ficou guardada em meu peito.
Puxei mais uma imagem, e agora o ano era 2011, era minha formatura do terceiro ano, e vi que já se passaram muitas coisas nessa minha vida, muita coisa que essa minha cabeça começa a ficar atordoada somente de se lembrar.
Retirei o foco e puxei mais uma imagem, essa que me atordoa nos últimos meses, mas uma que me faz um bem imenso, o ano era 2009, mês de junho, e foi o mês que conheci uma pessoa que de alguma forma mudou minha maneira de considerar as pessoas, mas enfim.
Estacionei em todas aquelas lembranças e comecei a ficar desesperado, sendo que vi muita coisa passar por minha vida, e muita coisa eu deixei de dar valor, e acabo meio que desperdiçando muita coisa boa que acontece comigo...
As vezes não dou valor o suficiente para quem merece, e também, não sei se faço por mal, meio que eu sumo sem avisos ou coisa do tipo.
Eu queria pedir desculpas, juro que tentarei ser alguém melhor, mesmo que para isso eu deixe meus ideais arrogantes de lado, pois já enjoei de achar que minhas ideias são maiores que as pessoas, pois não são.
Fiquei paralisado, até que o meu eu sombrio me puxou e disse:
_Agora já sabe o que é, não é mesmo? E o que acha??
Eu, extremamente retraído pergunto ao invés de responder:
_Eu posso voltar no passado e refazer minhas atitudes que resultaram em meus erros?
_Não, não... Mas pode fazer algo que é muito melhor, você pode fazer um futuro melhor..._Respondeu de forma firme.
Compreendi totalmente o que aquela sombra estava me dizendo, e não sabia mais o que fazer, até que o outro ser se joga em meu corpo, eu pensei que ele estava querendo roubar a minha parte carnal, até que uma mão me puxa para dentro do corpo, e enfim eu estava de volta ao meu corpo.
Até que acordei assustado, e percebi que novamente, tudo aquilo não havia passado de um sonho,sonhos estes que são muito mais complexos que minha fraca capacidade de raciocínio.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cadê a verdade?


Peguei uma caneta azul e comecei a rabiscar uma folha de rascunhos, parei e observei freneticamente o meu feito, inverti a folha, na verdade não tinha nada demais, apenas alguns rabiscos entorno de meu nome completo, apenas isso.
Olhei novamente com aquela cara de retardado mental, e tudo parecia tranqüilo, até que comecei a me perguntar, e se o meu azul que está na caneta for diferente do azul que você vê, e se tudo que vemos, a cor é diferente na concepção de cada cor, e se o meu preto for o seu branco e vice-versa, e se tudo aquilo que temos concepção de cor não passar de uma leve e estrondosa falha em nosso cérebro.
O fato é que em nossa cultura, sempre tivemos a visão disso, e o nosso cérebro que capta isso como a verdade absoluta, e tenho uma pergunta, será que isso realmente faz sentido?
Estava observando bem esses fatos e passei a pensar, imagine que existem pessoas que tem preconceito contra a cor da pele e tal, e imagine que a pessoa pode estar sendo de uma certa forma racista consigo mesma, pelo fato de existir um grande ciclo de possibilidades que envolvem todo esse estranho quesito, um quesito que no fim somos todos iguais e pior, talvez julgamos ser diferente por um dia alguém ter dito isso, mas será que tudo isso faz algum sentido?
É tanta coisa, que fica inevitável não duvidar de tudo, o que será que é a verdade, o que é a verdade, por que tudo pode acontecer, o que acontece, que porra é isso?
É muito complexo todas essas dúvidas, mas de certa forma, vemos tudo e esse tudo pode ser um grande equívoco, é muito complicado, é como se o mundo fosse um grande ponto de interrogação para nossa sociedade.
O óbvio seria que o meu preto fosse o seu, só que ninguém pode provar isso ( ao menos, creio nisso), e se ninguém pode falar, olha, tudo o que vemos é a grande verdade, então vivemos em um enorme vazio de vida, e é como se estivéssemos aqui e ao mesmo tempo não tendo certeza.
E de dúvida em dúvida, a única certeza é que não temos nenhuma, e temos que viver para quem sabe um dia descobrirmos a verdade absoluta, ou talvez, nunca chegaremos nem perto dela...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Chega um momento...


Em que você vê que seu esforço não vai dar em nada, em que você pensa em desistir, e pior que isso.
Você sabe que a hora de deixar para lá está quase chegando...
Não adianta em nada ter um sentimento sendo que não existe a reciprocidade...
Chega o momento de deixar para lá e ir viver sua vida...
Mesmo assim você ainda tem um pingo de esperança, e talvez essa esperança que lhe mantem forte, só que é algo dificil de se encontrar, e está se dissipando em seu olhar que começa a secar...
Quase que acabando...
Mas ainda existe...

domingo, 8 de janeiro de 2012

E ai?! Tá vivendo a vida de quem agora?


Mundo vazio e inexpressivo, vivo nesse mundo, onde nada parece ter grande valor.
Afinal, qual será o grande valor da vida? Se vivemos apenas por viver?
Qual é o objetivo dessa vida insana e esquisita?
Para que tenho que consumir as coisas que as pessoas sonham para mim?
Por que devo sonhar?
Por que devo fazer alguma coisa expressiva?
Para que chamar atenção das pessoas?
Para que ?
Porra meu, parece que vivemos em um mundo de aparências em que as pessoas vivem apenas para agradar as outras, e assim, nunca sei o que sobra de cada ser...
Na verdade sei, e é absolutamente nada, e dentro desse contexto, dá até vontade de vomitar de tanta ânsia que dá, só de se pensar que vivemos em um mundo totalmente vazio, onde as pessoas simplesmente não existem.
Sim, não existem.
Nesse mundo, parece que vivemos a vida de outras pessoas, e nunca a nossa, e isso irrita...
E ai?! Tá vivendo a vida de quem agora?
Pense um pouco nisso...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Queria não ter sentimentos


Para parar de pensar um pouco em ti, pois isso já está me corroendo...
Não sei mais o que pensar, não estou mais conseguindo respirar.
E essa dúvida me mata.
Mas acho que no fim, já deixei de viver, pois só penso em você.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Aparências não significam nada


Havia acabado de sair da fisioterapia, como outro dia como qualquer outro, para quem não sabe, estou fazendo fisioterapia por causa do meu joelho esquerdo que insiste em se lesionar a todo instante, como dizia, havia acabado mais uma sessão e me encaminhei para o terminal rodoviário para enfim, ir embora para minha casa, para quem nunca fez tratamento de algum músculo, eu só posso dizer que é um verdadeiro saco.
Cheguei no terminal lá pelas 8 e 30, marquei meus horários na primeira sessão para assim conseguir acordar mais cedo, e sucessivamente, aproveitar mais meu dia, já que to de férias tanto do trabalho, quanto da escola, que na verdade irá subir de nível, do nível escolar para o universitário, e estou ansioso para que esses dias passem logo, a verdade é que acordo cedo e não adianta em nada.
Como o próximo ônibus só iria sair as 9 da manhã, resolvi ir na banca ver se tinha chegado a edição de janeiro da Super, mas como não havia chegado, resolvi então pegar alguns jornais da cidade para me distrair um pouco, sendo que já havia escutado tanto Jorge e Matheus em meu celular que já estava me dando nos nervos.
Comprei os jornais e fui sentar em um velho banco daqueles de cimentos que parecem estar estacionados na década de 80, como não havia ninguém, acabei ficando por lá mesmo.
Até que uma senhora de cerca de uns 70 anos se aproximou e sentou ao meu lado, não me incomodei e continuei por lá, simplesmente não levantei a guarda, não que eu deveria, mas nesse instante comecei a pensar como somos preconceituosos para caramba, ou como sou preconceituoso
Digo preconceituoso pelo fato de, por exemplo, quando um jovem mal vestido e maltrapilho senta do nosso lado, ficamos preocupados, como se ele fosse nos roubar ou coisa do tipo, mas quando uma senhora “indefesa” ou uma garota linda senta perto de nós, simplesmente não nos preocupamos. Não estou dizendo que a senhora iria roubar minha carteira ou coisa do tipo, mas estou destacando que julgamos as pessoas pelo que ela é por fora, e isso causa até certo ponto, uma ânsia estranha.
E daí vem a ideia de que a vestimenta ou o físico influencia e muito no que as pessoas pensam de você, nossa, fiquei muito fudido comigo mesmo, pois eu tento evitar ao máximo esse tipo de comparação, mas é foda, tenho que mudar muito meus pensamentos para esse tipo de sensação ir embora por completo, mas ainda tenho muito o que evoluir, sendo que esses pensamentos hipócritas ainda rondam minha cabeça.
Acredito que as pessoas deveriam conhecer um pouco da historia de cada um para depois querer avaliar um ser, e essas avaliações são totalmente estúpidas, sendo que aparências não significam porra nenhuma.
Olhe para si, pense, tente entender o outro para depois desconfiar de um ser humano, pois já vivemos em um mundo muito sombrio, e de nada irá adiantar ficar prejulgando outras pessoas por suas aparências, sendo que existem coisas muito mais importantes do que isso em um contexto humano, como por exemplo, o caráter, por isso, pense muito antes de querer limitar um pessoa por sua descartável aparência, que nada passa de uma simples maneira retardada de agradar a sociedade.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Metas para 2012


Bom, hoje já é o segundo dia do ano, e como sempre, muitas pessoas fazem uma série de listas para realizações no ano e tal, eu não me apego tanto a isso, mas é claro que acabo tendo alguns objetivos a serem compridos, não sei exatamente se conseguirei, mas ao menos, vou tentar.
Vamos ver, primeiramente, antes de tudo, vou tentar ser uma pessoa digna e com muita honra, que acredito verdadeiramente ser, bom, acho que sou sim, ao menos, eu tento ser.
Espero realmente que eu consiga ser feliz, é claro que ser feliz é uma frase muito complexa, mas é o que espero, e além de ser feliz, espero fazer alguma pessoa feliz, isso seria lindo, e eu também preciso disso para mim.
Espero amadurecer, tá bom, não vou largar minha essência, pois isso seria muita sacanagem comigo mesmo, mas espero conseguir levar algumas coisas mais a sério.
Eu queria amar, mas isso é foda viu...
Mas depois de fazer várias metas, cheguei a uma conclusão, e a melhor coisa que farei é viver, e parar de planejar, deixarei a vida fluir, e o que for para acontecer, simplesmente acontecerá, além é claro de tirar a habilitação, porque isso sim, eu fiz planos ksks.
Espero de coração que esse 2012 fique marcado para a história, e sim, esse ano vai ser marcante.

Um grande e apertado abraço.