sábado, 30 de março de 2013

Mais ou menos

Acordou às nove da manhã, um horário que não era tarde nem cedo, em uma manhã que não estava frio tampouco quente. Um dia que não parecia que seria bom muito menos ruim. Seu cachorro estava indiferente, sua mulher que não era feia nem bonita lhe deu um breve sorriso, que não era grande, quem dera pequeno.

Se olhou no espelho, viu que não era feio nem bonito, não era pobre nem rico, não gostava do emprego, mas também não o desprezava. Vivia uma vida mais ou menos, sem bater nos extremos.

Por acaso enjoou disso, entrou em seu carro classe media e foi para uma loja de armas, comprou um revolver que não era caro nem barato, o carregou, apontou para o meio de sua cabeça e disparou um tiro.

Acordou com metade do corpo paralisado em um hospital na capital. Tinha enfim encarnado sua vida, agora tinha de vez metade de seu corpo. Assim como era sua vida. Mais ou menos, nada mais que isso.


sexta-feira, 29 de março de 2013

Define: Amor

Amor é uma maneira que o ser humano encontrou para demonstrar seus sentimentos para outro semelhante. Seja amigo, familiar ou parceira ( o ) .Vários nomes da literatura mundial tentaram descrevê-lo, mas sem uma descrição que seja aceita pela sociedade como um todo.

A definição do amor é extremamente subjetiva, já que muitas vezes, alguns sentimentos se confundem com ele. Tais como: companheirismo, amizade, admiração e paixão.

É um dos sentimentos que são mais explorados por poetas e escritores. Já que vai além da compreensão, sendo que é difícil definir em palavras algo que floresce do interior humano.

A subjetividade do amor é tamanha, que sua potencialidade é praticamente impossível de ser descrita. Sendo que até o ano de 2013 não inventaram algo capaz de tal.

Portanto, o amor é um sentimento que não pode ser descrito por palavras, que se tornam superficiais para algo tão delicado. É um sentimento que só pode ser sentido, sem descrição para a linguagem verbal.


quinta-feira, 28 de março de 2013

Quem roubou nossa coragem?!

Falando da Revolução Francesa e da Industrial, desmistificando as Cruzadas, mostrando os caminhos para se criar a opinião. Essa era minha ideia quando tinha 17 anos, cursava o terceiro ano do ensino médio e tinha muita vontade de mudar o mundo.

Ia passar valores e mais valores. Impor para todos os meus futuros alunos de forma ética e honrosa como crescer como ser humano. Criaria um ciclo de pirâmide ( relaxem! Não é do Herbalife ), esse ciclo intelectual consistiria em passar valores, e esses alunos passarem para outras pessoas.

Essa seria minha maneira de mudar o mundo, seria lindo, seria azul. Mas hoje me vejo começando minha segunda faculdade, desempregado, não mudando porra nenhuma para ninguém. Sou apenas mais um no meio da multidão, aquilo que talvez eu não quisesse ser.

Em um dia estava com dois empregos, ensino médio e jogando muito futebol. No ápice da minha forma física. No outro não tinha mais emprego fixo, não tinha mais vontade de escrever para o site que não vou citar o nome, bichei meu joelho e passei a engordar igual um porco.

Não estou reclamando, ok?! Porque foi a partir dessas passadas em falso que eu encontrei meu tesouro mais precioso. Mas que meu destino está me dando uma surra, ah, isso está.

Culpar o destino é fácil, quero ver se culpar. Então vamos lá! A culpa de tudo isso é minha, somente minha, não sei onde me perdi, mas sei que estou perdido. Não olho mais para frente e me vejo velho e feliz por ter sido um profissional bem sucedido.

Acho que estou com algumas metas, mas sem o desejo de mudar o mundo, sem forças para tal. E como dizia nosso glorioso Renato Russo: “Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?”

Queria responder essa pergunta, saber quem ou o que roubou minha coragem. A coragem de tentar fazer a diferença. O que aconteceu para os olhos ficarem foscos? Para se tornar mais um nessa porra de mundo. Eu não sei, só sei que aconteceu.

Cai no sistema ou o sistema caiu em cima de mim. Acho que cai na real e vi que não dá para mudar o imutável. Não tenho mais vontade de lecionar como tinha até pouco tempo atrás. Vou tentando me encontrar e quem sabe eu me encontro.

Nessa vida de encontros e desencontros, o que não falta é surpresa. E no meio desse mar de surpresas eu posso me achar. Ou me perder mais ainda. Então eu vou deixar rolar.


terça-feira, 26 de março de 2013

Aproveite a vida, disse José Carlos

A vida é muito curta para ser desperdiçada com maus pensamentos, magoas, ressentimentos e tristezas desnecessárias. Quando menos percebemos, podemos estar com setenta anos, em um lar de idosos, sendo tratados por desconhecidos, sem a presença de um pai, mãe ou até mesmo filhos.

No dia 16 de março de 2013, várias turmas de calouros da Unoeste ( Universidade do Oeste Paulista ) visitaram o lar de idosos São Rafael, localizado na cidade de Presidente Prudente, interior de São Paulo.

A visita foi repleta de valores sendo passados dos experientes senhores que lá estavam localizados, mesclando um ar de felicidade em expressar suas vivencias com melancolia por estarem afastados dos seus entes queridos.

Julgar as pessoas que os deixaram seria uma grande hipocrisia, já que cada caso tem sua particularidade. Mas que deixa um gosto amargo na boca em ver pessoas experientes longe de suas antigas casas, isso deixa.

Dentro desse contexto, conheci José Carlos Guedes, setenta anos, ex professor de Educação Física, ou como ele me corrigiu, um atual professor. Natural de Presidente Bernardes, José Carlos se formou na Unesp de São Carlos e desempenhou sua função de magistério nas cidades entorno de Presidente Prudente.

José Carlos foi deixado no asilo por seu irmão, por causa dos vícios em bebidas alcoólicas e na jogatina. Segundo ele, faz cerca de um ano que ele está naquele local, o que para ele é uma prisão, onde não pode ter contato com seu esporte favorito, o futebol, tão pouco com as mulheres, que aqueciam seu corpo quando o mesmo era jovem.

Em sua vida fervorosa, ele disse ter visitado cidades como Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cabo Frio e até Miami ( Estados Unidos ). Fiquei maravilhado com sua experiência de vida, até que no decorrer da conversa ele disse um fato que me deixou abismado. José Carlos Guedes estava no Maracanã no dia 19 de novembro de 1969.

Essa data pode não significar nada para muitas pessoas. Todavia, é uma data importantíssima para o futebol mundial. Foi nesse dia que nosso canarinho Edison Arantes do Nascimento, o Pelé, marcou seu milésimo gol vestindo a camisa do Santos no Coliseu do esporte, o glorioso Maracanã.

Cerca de duzentas mil pessoas tiveram o privilégio de ver esse fato histórico, e lá estava nosso querido José Carlos, fiquei impressionado que em um sábado qualquer eu poderia ter contato direto com um representante da história do futebol. Seus olhos brilharam ao dizer que entrou no “Maraca” ao lado de sua namorada momentânea Ângela, que morava na Tijuca. Brincou ao dizer que ela não sabia de que time o juiz pertencia, e sorriu ao ver que tanto eu, quanto alguns colegas de sala estavam impressionados com tamanha experiência.

Mas não é só de rosas que é feito o passado do senhor José Carlos. Quando lhe perguntei sobre seus filhos, seus olhos encheram de lágrimas e ele resolveu mudar de assunto. Depois ele resolveu contar que teve dois, mas ambos morreram. O senhor de setenta anos nunca foi casado, o que dá a entender que ambos deveriam ser de suas antigas namoradas, pelo qual ele não destacou nenhuma em especial.

O assunto aos poucos foi se dissipando, até que o vivo José mostrou toda sua experiência ao dar conselhos aos jovens que estavam ao seu redor: “Aproveite a vida e nunca se arrependa de nada”. Em seguida, o enfermeiro pediu para que levássemos José Carlos para lanchar, e estava feito um contato entre gerações. Um experiente homem me passando valores e histórias vividas. Que bela tarde de sábado, cheia de vida e conhecimento adquirido.

A visita ao lar São Rafael foi repleta de sentimentos. Um ar de quero mais por existirem inúmeros “velhinhos” dispostos a passarem valores aos jovens. Mas também tem o lado triste da história, em ver que apesar de supostamente estarem sendo bem tratados, eles estão longe de suas verdadeiras vidas.

A vida é como um rio, repleta de passagens e momentos. Um dia, estamos em busca de nossos sonhos e objetivos, e no outro podemos estar no final dela. Tudo passa nesse passar de tempo, menos nossos valores, caráter e é claro, nossa história. Sem arrependimentos e aproveitando a mesma da melhor forma o possível. Aprendi isso com o tal do José Carlos Guedes.



quarta-feira, 20 de março de 2013

Grão de areia

Ontem, postei um texto que dizia sobre dar valor para cada momento. E no dia de hoje, percebi o quanto somos pequenos para a imensidão de mundo. Porque cada pequena coisa ou pensamento foi idealizado por um conjunto de pessoas ou acontecimentos que fizeram chegar no contexto final. A vida não é sempre o que parece.

Estava sentado comendo um lanche para engordar ainda mais, e comecei a imaginar que dentro daquele pão existiu alguém trabalhando nas plantações de trigos, para a preparação da salsicha uma vaca/boi teve que ser criado por alguém e depois passado por uma indústria para o processamento da mesma.

Notei a cadeira que estava sentado, e passei a imaginar pessoas trabalhando na indústria de cadeiras, fui mais longe e imaginei várias mentes pensando em algo que seja resistente e maleável, logo em seguida me teletransportei para a época nômade, em que nossos antepassados se sentiram mal em ter que sentar no chão e precisaram inventar algo para se sentarem, ai surgiu a tal da cadeira.

Tudo que eu olhava, eu ia além, minha cabeça começou a se embaralhar, ficar confusa. Olhava para o vidro de catchup, imaginava todo o processo humanístico e ideológico para inventá-lo. Olhei para minha camiseta, lembrei dos homens das cavernas andando peladões.

Praticamente engoli aquele lanche, porque já não estava aguentando mais toda aquela confusão em meu cérebro. Levantei e perguntei para o cara : “Fera, quanto que é?”. Pensei, fera? Por que fera? Tá, eu não sei. Então dei uma nota de dez reais para ele e me lembrei do escambo. E pensei: “TO FICANDO LOUCO”.

Atravessei a rua, pois o sinal estava vermelho, olhei para um carro, pensei em uma bicicleta e em todo o processo. Imaginei os trens antigos passando pelo interior de São Paulo em uma tarde nublada, como essa. Pisei na calçada, vi o amarelo e me veio na mente que alguém inventou a tinta, e outro alguém tinha denominado o amarelo por causa de alguma coisa.

Quando a brisa estava só em objeto, tava doido, mas dava para levar. E quando passou a sentimentos? Foi só eu abrir uma mensagem da minha namorada com um “Eu te amo”, que descambou tudo. Imaginei um homem na idade das trevas descendo de seu cavalo branco, depois de uma longa batalha nas colinas escocesas, dando belo de um beijo francês em sua amada. Beijo francês? Por que? Eu não sei, e não vou pesquisar agora, ok?!

Mas quem inventou esse bicho que chamam de amor? Quem disse o que é amor? Quem falou que é o amor? Existem milhões de textos na internet tentando falar o que é amor, cada um com um pouquinho de vivencia, cada qual com um pouco de verdade completando uma imensidão de significados.

Internet? Quem inventou a tal da internet? Quem inventou o computador? Quem inventou os blogs? O que cada pessoa dessa passava? Sofriam? Amavam? Faziam faculdade? Gostavam de ler Paulo Coelho? Ouviam Raul Seixas?

O mundo é gigantesco para nos colocarmos em um pedestal. Imagine que existem mais de 7 bilhões de pessoas nesse mundão, e cada qual tem suas peculiaridades, suas particularidades, seus medos e anseios.

Não somos nada perto disso. Ops, perai... Um dia eu li que o nada pode ser tudo, porque segundo a teoria do Big Bang, antes do Ovo Cósmico gerar a explosão que gerou o universo, era tudo um monte de nada. Puta que pariu hein haha. Não sei mais de nada, ou não sei mais de tudo?!

Enfim, não dá para nos acharmos a ultima bolacha do pacote, porque o pacote é grande, muito grande. Temos que ressaltar nossas qualidades, é claro. Mas com pés nos chão e sabendo que o mundo é muito complexo e gigantesco para nos acharmos indispensáveis ou insubstituíveis. Somos um grãozinho de areia no meio do deserto, nada mais do que isso.

Se você joga bem futebol aos 12, tem alguém com 11 que joga muito mais que você. Se você desenha bem aos 15, existe alguém no mundo que com 13 desenha muito mais. Essa é a vida, aprenda com ela!


terça-feira, 19 de março de 2013

Aproveite cada momento

A maioria das pessoas vivem em um universo de pouca intensidade. Onde nunca conseguem aproveitar ao máximo cada situação, sejam elas banais como uma conversa sobre futebol ou importantes como uma aula na faculdade.

O ser humano contemporâneo está desperdiçando sua vida olhando para o adiante, esquecendo do presente a todo momento. Um exemplo claro disso é quando uma pessoa está na aula, ela está pensando no que comer, e quando está comendo, ela pensa na aula e assim sucessivamente.

É um vicio de anseio que chega a dar ânsia ( Hã?! ). Quando olhamos para frente e nos esquecemos do agora, acabamos criando um ser de ilusão e não damos passo para lugar algum. É como você querer andar sem se movimentar.

O agora é o inicio do seu futuro, ou seja, de nada adianta você se imaginar rico e ficar com sua bunda suada na cadeira do seu quarto. É impossível andar sem dar o primeiro passo. Juntando isso com a falta de aproveitamento da vida, faz com que nossas vidas sejam um belo de um paraíso inexplorado.

Agora, imagine você comendo aquele maravilho “X Seilá o que”, chega a dar água na boca, não é? E se eu disser que você não aproveitou o que ele poderia propor? Agora lembre-se, quando você o comeu e tente captar o que você estava fazendo. Com certeza estava pensando em alguma coisa ou até mesmo trocando sms com alguém, o que foi uma bela de uma porquice, porque objeto mais sujo que o celular simplesmente não existe.

Ok, sem desviar do foco. Você sequer notou o gosto do frango escorrendo entre seus dentes, muito menos notou o trabalho das papilas gustativas da língua ao entrar em contato com aquela deliciosa refeição. A única coisa que você fez foi engolir e pensar em outra coisa.

Não gostou do meu exemplo? Tudo bem, lá vou eu com outro. Você está assistindo aquela sua maravilhosa aula pé no saco, até que começa a trocar mensagens com a sua amada ( o ), e quando está com sua querida ( o ), vai lá e começa a mexer no Facebook. Puta que pariu né?

Parecemos seres tão insaciáveis que não conseguimos parar um só momento para desfrutar da vida. Ai quando chegarmos em nossos setenta anos, vamos falar: “Ah, a vida passa muito rápido”. Claro que vai passar, se continuarmos a levar desse jeito, ela vai passar igual o flash com vontade de ir ao banheiro.

Não estou falando que não sou assim, sei que sou , e é por isso que estou lhes alertando. Pensem um pouco e vejam o quanto estão perdendo, desvalorizando os momentos que estão passando. Sejam por natureza pessoal ou profissional, tudo que existe na vida serve como crescimento humanístico, e temos que dar valor em cada momento, com suas particularidades.

Agora, quando estiver na aula, esquece o Facebook, e quando estiver com a namorada esquece o celular ou a aula. E quando estiver assistindo filme, esquece do cachorro do primo da tia. Porque temos que aproveitar cada momento como se fosse o ultimo. Porque um dia a gente acerta, não é?


sábado, 16 de março de 2013

É a vida

Ai você acorda, são as mesmas crises existenciais, os mesmos problemas pessoais, as mesmas limitações profissionais, os mesmos desvios de humor, as mesmas infantilidades.

Mas você vê que seu coração está preenchido, então já está meio caminho andado. Descobriu o que é o amor, olhe só, antes de completar duas décadas. Agora seu sonho está encaminhado, tudo tende a dar certo.

É a vida, uma caixa de surpresas, onde um dia seu coração está em estado de putrefação e no outro está radiante, sereno.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Entrei no ônibus

Já parou para pensar que existem momentos que o passado parece bater de encontro com o seu presente? Ontem eu passei por isso, de tão semelhante, pareceu um Djavu, mas eu sabia que era outro momento da minha vida que me veio na memória.

Ontem era uma quarta-feira chuvosa, resolvi ir embora da faculdade um pouco mais cedo, cerca de quatro e meia, acabei entrando no ônibus da quatro e quarenta e cinco, logo aquele que eu sempre adentrava quando eu trabalhava.

Fiquei em pé como de costume, aquele ônibus continuava a ter a mesma superlotação daquela época, até que comecei a ir mais a fundo. Comecei a analisar o semblante das pessoas e vi que muitas daquelas pegavam o mesmo ônibus que eu há dois anos atrás.

Um pensamento vagante me veio na cabeça, e em todo momento me vinha a palavra “imutável” na ponta da minha língua, comecei a pensar em todas as passagens da minha vida, vi que estava em plena transformação e cheguei na conclusão que nada é igual ao que era.

Não tenho mais emprego, meu físico não existe mais, de escola passou para faculdade, e olhe só, estou começando meu segundo curso superior, já não sou mais imaturo e conheci o amor e vi que amor de verdade não machuca nem é indiferente.

Fazendo tal analogia, cheguei na conclusão que minha vida não está sendo jogada no vão como às vezes penso. Sei que mudei muito e a cada dia que passa, sofro as mais inúmeras transformações.

Tantos devaneios passavam por minha cabeça, até que meu ponto chegou, então eu apertei a cordinha e sai daquele busão lotado e pensei: “Sou diferente do Reinaldo que eu era, sem emprego, é verdade, mas nem por causa disso o diferente é pior”.



sábado, 9 de março de 2013

Como se portar em uma entrevista

Entrevista de emprego é um tema complicado para todas as pessoas, pois essa reunião com o possível empregador é crucial para o futuro profissional do candidato. Muitos candidatos a essa vaga de emprego ficam ansiosos e querem saber como se portar nesse “choque de nervos”, que costuma ser caracterizado, quando se toca no assunto entrevista empregatícia.

Não existe formula mágica para se ter certeza se o empregador irá lhe contratar ou não. Já que muitas vezes, determinada vaga precisa de um grau de experiência aquém do que o profissional demonstra. Todavia, existem algumas dicas que podem fazer com que sua entrevista seja ao menos agradável.

Existem algumas perguntas que são de praxe para os entrevistadores, eles costumam querer saber quem é você, qual sua experiência profissional, o que gosta de fazer, o que pode melhorar, por que saiu do ultimo emprego e a pergunta mais difícil que é, por que você deve ser contratado.

Primeiramente, é necessário manter calma e confiança. Já que são atributos que todo empregador deseja no perfil profissional de seus subordinados. Apesar de ser muito complicado manter a calma em um cenário onde existe tanta cobrança.

Levante-se bem, tome um banho e um belo café da manhã, olhe no espelho e exalte suas qualidades, responda de forma concisa, nunca se omita, olhe nos olhos e não demonstre nenhum traço de nervosismo para o profissional que está na sua frente. Seja direto nas respostas, sem rodeios e evite contar histórias longas.

Na pergunta quem é você, responda de forma calma o que você faz pessoalmente e profissionalmente, não se exalte da forma que pareça que você é um super-herói, mas nesse momento, esqueça seus defeitos, deixe-os de lado.

Um dos quesitos mais importantes da entrevista é a pergunta “Por que você saiu do emprego anterior?”, em momento algum despreze seu antigo emprego, diga o que lhe levou a sair do mesmo, mas sem atacar seu antigo empregador. Essa pergunta é crucial, já que o entrevistador quer analisar o seu caráter usando o artificio do passado.

A pergunta que mais dá nos nervos nas entrevistas é sem duvida a “Por que você deve ser contratado?”, e é ela mesma que faz com que os entrevistados coloquem os pés entre as mãos, já que por ser uma pergunta direta, ela não dá espaços para discursos sob discursos. Para a mesma, você deve ser verdadeiro e direto, ressaltando suas qualidades, como exemplo: “Devo ser contratado, porque posso contribuir para o crescimento da empresa, de forma ética e construtiva”.

Em momento algum tenha medo do entrevistador, demonstre uma confiança fora do comum, mostre suas qualidades de forma direta e verdadeira, se seguir esses passos com certeza você não ficará decepcionado com o resultado da entrevista, sendo ele positivo ou negativo.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Abri os olhos e não acreditei no que vi

Era uma sexta-feira nublada, tinha acabado de acordar logo após umas boas horas de sono, o que era difícil desde algum tempo atrás, acordei com uma sensação boa, como se o mundo não fosse mais o mesmo ou como se eu estivesse diferente.

Levantei-me da cama, vi uma chuteira jogada no chão, relembrando aqueles bons momentos onde passei dentro dos campos de futebol, um local onde não existem problemas escarrados, nem meias verdades, tão pouco mentiras inventadas.

Continuei a andar por minha casa da cor branca, prossegui alguns passos e dei de encontro com uma letra R escrita de lápis preto, a imagem de uma criança com cabelos encaracolados, onde a felicidade era presente, lá estava essa criança, vulgo eu, fazendo aqueles rabiscos, sorri por um instante e logo vi minha mãe falando que eu não poderia fazer aquilo, porque iria manchar a parede.

Que dia estranho, não sabia descrever o que estava acontecendo, parecia que o passado estava de encontro com o meu presente, e eu estivesse visitando os momentos da minha distante infância, fazendo as mais diversas analogias dos acontecimentos com os sentimentos.

Logo em seguida, resolvi voltar para minha cama, estava com muito sono e de repente, ouço uma voz ao fundo: “Reinaldo, acorda!”. Era novamente minha mãe, só que dessa vez me acordando para eu me arrumar e ir para a faculdade. Não sei se era um sonho ou ilusão, mas sei que foi algo bem estranho.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Desculpa?


Existem alguns momentos em nosso dia-a-dia em que se passam alguns sentimentos obscuros em nossas mentes, isso aliado ao gosto de escrever e o ter um blog só pode gerar uma coisa, que é merda, ops, uma exposição de seus pensamentos/sentimentos.

Só que existem coisas que devem ficar guardadas para nós, principalmente quando são sentimentos momentâneos, que apenas precisam de um raciocínio elaborado para que ele passe.

Quando estamos chateados com algo, acabamos fechando os olhos e abrindo a boca, e esse é o momento propicio para falar ou no meu caso, escrever bobagem. Nesse contexto, acabamos ferindo aqueles que nos querem fazer feliz, e ai está o erro.

No texto “Engrenagem da vida”, escrevi muitas coisas que vai de encontro a minha percepção e por que não vivencia. Escarrei um sentimento momentâneo e descrevi algumas coisas que não são verdades.

Acredito que o mundo não seja puramente egocêntrico, já que ele não gira apenas em volta de nós, e sim todo um ciclo de pessoas que, apesar de não partilharem os mesmos ideais que a gente, tem algo em comum, que são os sentimentos.

Não acredito que eu esteja sozinho nessa jornada terrena, acredito que existam pessoas que se importam comigo, assim como eu me importo com elas. Além disso, creio que a verdadeira engrenagem da vida seja, olhe só, o tal do amor.

A vida é muito mais florida que os campos gélidos da solidão, ela é muito mais que um viver sozinho sem objetivo alcançável, ela está no nosso alcance e devemos lutar para fazer a felicidade fluir, abandonando o vazio do eu, e trazendo a imensidão do “nós”.

Palavras são eternas e jogadas ao vento, muitas vezes inconsequentes, mas pontiagudas da mesma maneira, atacando pessoas que deveriam ser protegidas, surrando aqueles que deveriam ser salvos.

Pedidos de desculpas nem sempre curam tudo, porque as palavras foram pensadas e sentidas, todavia, são palavras momentâneas que não expressam o verdadeiro sentimento, que está acentuado para o fazer bem, o querer bem.

Nunca havia me arrependido de ter escrito nada, pela primeira vez na vida eu senti isso depois de redigir um texto, não sei bem o por que, mas talvez pelo fato de eu ter trazido palavras errôneas e opostas ao sentimento que prolifera o fundo do meu peito.

Venho a partir deste para declarar para a pessoa que escrevi esse texto ( que tá escrito ali na descrição em rosa, sabe? Leu Amanda? Haha ), que os sentimentos que lhe dedico são superiores a essas palavras bobas que escrevo, vai muito além da compreensão, estou aquém de defini-los, porque o que sinto por você é especial, é o mais perto do divino que posso sentir.

E se for possível, gostaria de pedir desculpa, retratar essas palavras, porque não quero ferir aquela que faz meu dia mais bonito, meu sorriso presente, não quero machucar aquela que me traz sentido na vaga vida, que me faz simplesmente acordar todas as manhãs e gritar: ‘’Agora encontrei a felicidade”.

Me desculpe. Sei que fui um infantil/idiota/tonto, mas quero dizer que você é importante para mim, e isso não se repetirá, palavra de escoteiro, “tá me ouvindo”?!


sábado, 2 de março de 2013

Engrenagem do mundo




Olhai por nós, olhai por nós. Ai vem a dúvida, quem será que está olhando por nós? Olharemos por nós, esbarraremos em nós mesmos?

Vagai por nós, arrastai por nós, morrereis por nós, quem fará algo por nós? Creio que ninguém nesse mundo de selvageria e barbáries. Cada qual olha para si mesmo e não se importa com o sentimento alheio, não importa o quão próximo seja ele/ela/cachorro de você.

Ingenuidade gira ao redor dos olhos castanhos, vivência de mundo não serve para nada, apenas para se fuder na mão de todos. Se importar? Ficar chateado? Que nada, tudo passa, tudo releva, tudo se impõe.

No fim, bem no fim, a única verdade é que temos que se apoiar em nós mesmos, mais em ninguém, porque ninguém vai fazer nada por você. Esse é o mundo, essa é a vida, essa é a história.

Triste não é? Mas é assim que funciona o mundo, nessa engrenagem egocêntrica e sem sentido, pelo qual eu e você irá sofrer muito, não, não acabou o sofrimento. Nascemos, crescemos, ganhamos dinheiro, trepamos, fazemos filhos e morremos.

E dá-lhe um belo fim para o conto de fadas de asas caídas. Um mundo asqueroso e doentio, sem sentido, sem pudor. Olhai por nós, cada vez essa frase fica mais irônica e depressiva. Afinal, quem olhai por nós? Quem?