domingo, 30 de junho de 2013

Etapas do fim


Etapa 1: O cão sarnento sai de dentro do cordeiro branco.

Etapa 2: Indiferença reina os jogos de caráter.

Etapa 3: Sai uma leve mordida nos lábios escorrendo sangue podre.

Etapa 4: Fúria desencadeada e o ciclo se reinicia.


É tudo questão de tempo para isso acontecer.

O papel da população na política

A palavra política deriva de ordem em um local, fazendo com que a sociedade não alcance aspectos anárquicos. O órgão responsável por ordem na política é o estado, que coloca em vigor atributos para os “homens políticos” não colocarem tudo a perder.

Ordem não é prender a população. E sim fazer com que o povo entenda que é necessário ter aspectos em comum para a sociedade não entrar em colapso. E a política serve para evitar esse caos de ideais.

Todavia, vemos no Brasil a banalização da política. Onde a falta de vergonha beira a vadiagem. Sendo que vários políticos praticam corrupção, roubos e descasos fiscais. Fazendo com que nossa pátria tenha virado um estereótipo de corrupção.

Embora, estatisticamente a política brasileira esteja sendo comparada a falta de vergonha. É necessário que os cidadãos considerados dignos devam entrar nesse ramo para colocar as pessoas de má fé nos seus devidos lugares, que é longe de qualquer cargo de confiança.

Portanto, é indispensável que toda a população esteja a par da política, para fazer uma nação melhor e mais honrosa. Primeiramente, é importante que cada cidadão vá na câmara municipal criticar os vereadores e prefeitos, e progressivamente nosso país pode ficar melhor, um pouco menos corrupto e mais digno.


sábado, 29 de junho de 2013

Só você pode se cuidar


Não adianta querer falar que alguém vai te salvar. Porque não vai. A única coisa que te salva é quando você deita na cama e começa a se imaginar, longe, voado, alucinado. Sendo que no fim, ninguém vai se importar com você como você se importa.

Você tenta cativar, mas nunca vai conseguir. Tudo acontece longe dos conformes. E no fim, você sabe que não pode querer moldar uma pessoa para você. Porque isso nunca vai acontecer.

Então chega um momento que você deixa de ligar, deixa pra lá. Deita na cama e vai cuidar de você. Porque no fim, só você pode se cuidar, mais ninguém.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Presságio?


Dizem que sonhos são presságios. Espero que não seja. Mas e quando os sonhos batem de encontro com seus pensamentos?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um ano se passou


Dia 27 de junho de 2012, foi há um ano. Muitos corinthianos lembram dessa data como a primeira partida da final da Libertadores da América contra o poderoso ( nem tanto ) Boca Juniors. Mas eu não ( apesar de ter visto a final na cama do hospital ), eu me lembro dessa data como o dia em que era para começar a minha recuperação.

Digo que era, porque faz um ano que fiz a reconstrução de ligamentos do meu joelho e ainda não consigo voltar para minha vida normal. Quando jogo bola, meu joelho dói, não posso fazer nenhum tipo de esforço que sinto essa porra de joelho.

Mas o mais estranho é quando o tempo muda e sinto uma sensação esquisita, como se fosse uma parabólica ambulante. É foda ter essa sensação e o mais foda é não poder voltar a fazer o que eu mais gosto, que é jogar futebol.

Queria poder voltar a sentir a sensação de disputa que só o futebol proporciona. Mas é como se esse direito fosse roubado. Bom, agora não tenho mais meus oitenta e poucos quilos, to mais para um pouco menos de cem.

Dizem que eu não posso reclamar da vida, que tem gente que tá pior que eu e não sei o quê. Sabe, eu quero mais é que se foda a limitação das outras pessoas. Não é porque elas estão fudidas que eu tenho que estar satisfeito com meus limites. Parece até uma frase babaca e estúpida, mas essa é a verdade.

E o engraçado que as pessoas que dizem que eu reclamo por pouca coisa estão boas, sem problemas físicos e tals. Quero ver é o que elas fariam se estivessem em meu lugar. E isso eu to falando só do físico, nem cheguei nos problemas mais complicados.

Enfim, eu queria falar que um ano depois da minha cirurgia e ter dois ferros enormes no meu joelho não serviram para muita coisa, apenas para eu saber que ter problema no joelho é uma grande merda.

Hoje sei que só vou poder ver as pessoas se divertindo e praticando esse esporte incrível. Porque eu, bom, eu não tenho esse direito. Eu só posso ver o futebol do banco, ao longe.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Enquanto o Sol raiar


E você apareceu, assim, meio que do nada.
E hoje eu tenho certeza que é com você que eu quero estar.
E se me perguntarem os motivos, direi milhões e até mesmo seilá.
Porque eu te amo e quero viver contigo enquanto o Sol raiar.


Não faça pelas pessoas o que elas não estão dispostas a fazerem por você. Não se entregue demais, isso só te machuca e te faz mais fraco.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Fiquei no rascunho


As pessoas cobram coisas que não sei se posso suprir. Como uma escolha de curso, opinião formada e afins. Tenho medo de não ser nada na vida, de girar, girar e ficar apenas no rascunho. Sou apenas um excêntrico buscando explicações plausíveis para minha vaga existência.

Lembro o orgulho de meus pais ao conseguir uma bolsa para Veterinária, a satisfação ao verem como passei bem por um ano de estudos. A vida seguiu, mudei de curso e novamente com bolsa. Porém, agora tenho planos gananciosos, mas acho que não os suprirei, porque eu nasci para ficar no rascunho.

Sim, eu nasci para rodar e não sair do lugar! Não passo de um vazio sem nada a acrescentar. Porque de nada adianta ter capacidade e não colocá-las em prática. Pois bem, tenho inteligência e facilidade de assimilação. Mas apenas isso, nunca vou passar do provável. Uma reles estatística.

Sou como uma promessa do futebol que não consegue ir além das possibilidades. Sou um vago que nunca andará para frente. Não deposite suas fichas em mim. Não deposite nada, porque não passo de uma porcaria inútil.

Nunca vou ser lembrado. Nunca vou ser enaltecido. Nunca vou ajudar ninguém. O mais irônico é que tenho capacidade. Mas o que eu mais queria, era ser um babaca igual a maioria e assim poder ser feliz.

Porque nem esse direito eu tenho, na verdade, às vezes parece que só tenho essa porra de inteligência para sofrer. Sendo que não a uso nem para ganhar dinheiro, tampouco para ajudar as pessoas.

Esse é meu paradoxo, minha maldição.


As pessoas não entendem o que é a morte porque a morte não é para ser entendida, é pra ser apenas morte.

Marcelo Rubens Paiva

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pensei que não era ciumento. Tempos depois, descobri que eu não tinha é amado de verdade.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Abre o olho Brasil


Esse vídeo retrata de forma clara o motivo da redução da taxa de Ônibus. O povo desinformado acaba agradecendo por essa menor tarifa. Todavia, é um imposto que está deixando de ser cobrado, e olhe só, o imposto ( apesar da maioria ser roubado ) acaba sendo investido no país. Lembrem-se! As empresas de ônibus estão ganhando o mesmo lucro!

Outra opinião importante é sobre o aproveitamento que alguns líderes fizeram algum tempo atrás. Espero que nenhum de vocês se aproveitem dessas manifestações para ganharem algum cargo político, porque seria uma tamanha falta de vergonha na cara! Estamos apoiando o Brasil e não interesses particulares. Espero que não saia nenhuma Dilma, tampouco Lula dessas manifestações.

Vamos esquecer os partidos. Porque são os petistas que trouxeram a Copa do Mundo, foi o PSDB que deixou o aumento exorbitante de impostos. Fico chateado ao ver bandeiras partidárias em protestos tão honrosos.

Temos que ficar de olho, e não podemos ser manipulados por aqueles que querem se aproveitar da situação. #ABREOOLHOBRASIL.


Segue o Vídeo






quarta-feira, 19 de junho de 2013

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Vai mudar Brasil?


Nunca pensei que veria o que está acontecendo no Brasil. Uma manifestação massiva contra o governo que está em estado de putrefação. Fico feliz ao ver que não é só de hipocrisia que vive nossa nação.

Espero que essa manifestação surta efeito e que as pessoas parem de ironizarem o ato. Porque tudo isso é em prol da população. E fica a pergunta, será que o Brasil enfim está deixando de ser tão Brasil?

Estamos no aguardo.


Estupidez do ter

De tanto as pessoas olharem pelo ter e status, ficaram podres e nojentas. Ostentação não serve para nada, apenas para manter uma vidinha hipócrita e egocêntrica. São pessoas vazias que se importam com o ter e esquecem o ser. E de tanta futilidade o mundo virou essa merda que é.

Espero que um dia, o mundo que meus filhos viverão seja diferente. Mas quem estou enganando? Sei que será pior, muito pior. A podridão do mundo se estabeleceu. Não tem como acabar com esse mar de hipocrisia recheada de pseudomoralistas em pouco tempo. Ainda mais quando o crescimento da idiotice é exponencial.

As pessoas estão ficando cada vez mais vazias. São poucas que querem evoluir intelectualmente e honrosamente, porque é muito mais fácil ficar bombado e ter dinheiro. Quando menos vimos, a ditadura da estupidez se estabeleceu.

Vemos academias lotadas e bibliotecas vazias. Cada vez mais pessoas procuram uma maneira de ganhar dinheiro e esquecem da vocação, dos sonhos. O ser humano se perdeu em seus ideais hipócritas.

E sabe o que podemos fazer a respeito? Lutar por nosso entorno e nunca nos omitirmos. Agora mudar o mundo? Bem, isso é meio que impossível. Que tal ajudarmos nossas namoradas, amigos, família ? Ta bom não tá?


domingo, 16 de junho de 2013

Seis meses


Hoje faz seis meses que conheço minha namorada Amanda Mendes, meio ano. É, o tempo passou rápido e hoje vejo o quanto evolui ao lado dela.

Descobri que o amor não é algo destinado a pessoas extremamente românticas, inteligentes e bonitas. Olha só, eu, um débil mental burro e feio estou conhecendo a essência desse sentimento tão nobre.

A cada olhar profundo, vejo que ela é a pessoa certa. Sinto meu coração acelerar, vejo ela em câmera lenta. Meus olhos brilham, tudo é ofuscado e penso alto. Como eu amo essa mulher!

Seis meses que mudaram minha vida totalmente, e espero que esses seis meses virem anos e que nosso amor aumente cada vez mais. Porque eu dedico os sentimentos mais nobres para essa mulher, e tenho a certeza que a amo.


Um dia fura


Guilherme era um atacante avançado que jogava na categoria de base do Fluminense, ele era um jovem habilidoso e bom de bola. Mas acabava tendo alguns erros para sua posição, ou seja, não fazia gols.

Um dia no treino semanal, o time sub-20 do Chelsea foi jogar na barra da tijuca, Guilherme jogou muito bem, mas o time inglês era superior tecnicamente e acabou ganhando fácil da equipe carioca. O jovem errou vários gols.

No final do jogo, o técnico do time inglês veio conversar com o jogador e disse que ele desperdiçava muitas oportunidades e dava muitas bolas fora. Por isso ele não iria levar o garoto para Londres.

O jovem continuou treinando e jogando bem, mas nunca conseguiu evoluir. Porque de tanto dar bola fora, ela acabou furando.


sábado, 15 de junho de 2013

Não são as palavras que mostram o que você é ou sente, e sim seus atos. Algumas pequenas atitudes mostram o que você quer. Não adianta querer esconder por trás de palavras. Palavras não passam de tinta jorrada. Apenas isso.

O Segredo do Sucesso

Estava passando perto de um sebo e vi a revista Super estampado “Sucesso”, me interessei e a comprei por ilusórios R$2,50 , coloquei na bolsa e fui para casa. Ontem resolvi ler a matéria e me surpreendi com a qualidade do conteúdo, sendo para mim, uma das melhores matérias da Super.

Para quem não sabe, leio a revista Superinteressante há muito tempo, e nos últimos anos, a editora Abril vem divulgando o acervo no Site, não perca tempo, visite o acervo em: http://super.abril.com.br/superarquivo/

Enfim, nessa reportagem vi algo interessante ( entendeu? Super ? Interessante? Bom, deixa pra lá ), que é o fato da sorte estar dentro da equação da vida, e o tal do talento não passar de um grande esforço e repetição. Lembrando que o treino é a única forma de evoluir.

Não perca tempo, leia essa incrível matéria! Dedico todos os créditos para a Revista Superinteressante, disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/sucesso-584272.shtml



Pela primeira vez, começamos a entender quais são os fatores que levam ao sucesso. Treino tem a ver. Fracasso também. Descubra por que algumas pessoas se dão bem na vida - e veja o que você pode fazer para chegar lá.

Por Karin Hueck.


Você chega cedo ao trabalho, entrega tudo no prazo, se dá bem com seus colegas e conhece os processos como ninguém. Ainda assim, está há anos no mesmo cargo, fazendo o arroz com feijão de sempre. De repente, chega um novato na área. Ele é jovem, tem as roupas da moda, se deu bem com a chefia e, pior, começou a abocanhar os melhores projetos. Em 6 meses lá está ele, promovido, na vaga que deveria ser sua. Em dois anos, ele virou seu chefe. No fim, você teve de reconhecer o talento do novato e aceitar que você não nasceu para ser chefe. Mas será que é isso mesmo? O que as pessoas bem-sucedidas têm que você não tem? A resposta, dolorida, é: nada. Absolutamente nada. Seu chefe, o dono da empresa, o Kaká e o presidente Lula não vieram ao mundo com um sinal gravado nos genes que diga: eu nasci para brilhar. Muito menos têm um talento inato que você não possui. Para desespero dos medíocres da nação, a ciência está descobrindo que todo mundo (e isso inclui você) teria potencial para ser a bolacha mais recheada do pacote. Aqui você vai descobrir como - e o que pode dar errado no meio do caminho.

É difícil se acostumar com a ideia de que nascemos todos com as mesmas chances de brilhar. Principalmente quando olhamos para aquelas pessoas que parecem ter habilidades sobrenaturais - aquelas que fazem você se lembrar diariamente das suas limitações: as crianças prodígios, por exemplo. A maior de todas as crianças prodígios foi Wolfgang Amadeus Mozart (perto dele, a menina Maysa é amadora). Aos 3 anos, o austríaco começou a tocar piano, aos 5 já compunha, aos 6 se apresentava para o rei da Bavária de olhos vendados, aos 12 terminou sua primeira ópera. Há séculos, ele vem sendo citado como prova absoluta de que talento é uma coisa que vem de nascença para alguns escolhidos. Mas parece que não é bem assim. A vocação de Mozart não apareceu do nada. Seu pai era professor de música e desde cedo dedicou sua vida a educar o filho. Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias na frente do piano. As primeiras peças que compôs não eram obras-primas - pelo contrário, contêm muitas repetições e melodias que já existiam. Os críticos de música, aliás, consideram que a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777, quando o músico já tinha 21 anos de idade. Ou seja, apesar de ter começado muito cedo, Mozart só compôs algo digno de gênio depois de 15 anos de treino.

O mesmo pode ser observado com talentos das mais diversas áreas. Ronaldo, o Fenômeno, tinha de ser arrancado dos campos de futebol quando criança porque não queria fazer nada que não fosse jogar bola. Os técnicos de Michael Jordan se lembram de que o jogador era sempre o primeiro a chegar aos treinos e o último a ir embora. E mesmo Bill Gates, como bom nerd que era, não fez sua fortuna do nada: quando adolescente, ele passou boa parte da sua (não muito agitada) vida programando computadores enfurnado numa sala da Universidade da Califórnia. Ou seja, mesmo aquelas pessoas bem-sucedidas, que parecem esbanjar talento, ralaram muito antes de chegar lá.

Isso faz todo sentido, se considerarmos a nova maneira como os cientistas têm enxergado a influência dos genes na formação de talentos. Aquilo que costumamos chamar de "talento natural para liderança" ou "aptidão nata para os esportes" parece não ter nenhuma relação com o nosso DNA. "Não há nenhuma evidência de que exista uma causa genética para o sucesso ou o talento de alguém", diz Anders Ericsson, professor de psicologia da Universidade da Flórida que há 20 anos estuda por que algumas pessoas são mais bem-sucedidas do que outras. A questão aí reside no fato de os genes (e sua interação com a nossa vida) serem um assunto tremendamente complexo - que dá pesadelos até nos geneticistas mais gabaritados. Já se sabe, por exemplo, que até mesmo traços diretamente ditados pelo DNA, como a cor dos nossos olhos, são definidos por mais de um gene que se relacionam entre si. O que dizer, então, de atributos mais complexos?

Há alguns anos, o fetiche dos laboratórios tem sido relacionar genes a traços de personalidade ou a propensões para desenvolver distúrbios psiquiátricos. O mais famoso deles é o 5-HTTLPR, que em 2003 virou notícia ao ser chamado de o "gene da depressão". Ele previa uma interação com o ambiente: quem tivesse sofrido um trauma pessoal e carregasse o 5-HTTLPR em seu DNA teria também alta probabilidade de ficar deprimido. Muitos outros estudos foram no embalo dessa descoberta, e logo vieram à luz genes que explicavam a ansiedade, o déficit de atenção, a hiperatividade e até a psicopatia. No ano passado, no entanto, uma série de novos estudos virou essas descobertas de ponta-cabeça. Numa revisão que incluiu todas as pesquisas já feitas sobre o gene da depressão, concluiu-se que era impossível concluir que ele influísse na doença. (Isso, sim, é deprimente.) Já com os outros distúrbios, as descobertas foram ainda mais intrigantes. Os mesmos genes que causariam ansiedade, psicopatia, hiperatividade etc. podiam ter os efeitos opostos dependendo do ambiente em que o portador fosse criado. Ou seja, quem carrega esses genes "malditos", mas não passa por traumas, será muito mais ajustado do que quem não tem essas mutações. E o que se conclui disso tudo? Bem, que os cientistas ainda vão quebrar a cabeça por muito tempo. Se não dá nem pra dizer que existe um gene da depressão, como falar, então, do gene da "habilidade-de-driblar-adversários-e-chutar-a-bola-no-gol"? Ou seja, ainda não há consenso entre os cientistas de que exista talento para futebol (ou pra música ou pra gerir uma empresa). Pelo menos, não um ditado pelo DNA.



99% transpiração

Em 1992, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam com pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido. (Pianistas são excelentes cobaias porque seu talento é mensurável: ou eles sabem executar a música ou não sabem). O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas - todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres - faltou dedicação.

Ok, isso não é novidade. Todo mundo sabe que a prática leva à perfeição. A novidade é que, pela primeira vez, cientistas conseguiram medir o tempo necessário de estudo para alguém se destacar internacionalmente em alguma área: 10 mil horas. Foi a esse número que o especialista em sucesso Anders Ericsson chegou depois de observar os grandes talentos das mais diversas áreas. Todo mundo que foi alguém, ele concluiu, do campeão de xadrez Kasparov ao Steve Jobs, ficou esse tempo todo aperfeiçoando seu ofício. E não estamos falando de exercícios leves. O que realmente faz alguém ficar bom em algo é treino duro, dolorido, no limite do executável. No fim das contas, é treino tão difícil que modifica seu cérebro. (Só para constar: estima-se que aos 6 anos Mozart já tivesse estudado piano durante 3 500 horas. Quer dizer, ele não era talentoso, era assustadoramente dedicado.)

É aí que está a chave do sucesso: no cérebro (pra variar). Nosso cérebro é formado por duas partes principais: a massa cinzenta (os neurônios) e a massa branca. Durante muito tempo, acreditamos que a capacidade cerebral estava escondida nos neurônios. Nos últimos 5 anos, no entanto, neurologistas e psiquiatras resolveram estudar a massa branca, que até então era ignorada. O que eles descobriram mudou a maneira de entender as habilidades.
A massa branca é formada principalmente por mielina, um tipo de gordura que envolve os axônios (aquele rabinho comprido que todo neurônio tem). Ela serve de isolante para os impulsos elétricos que percorrem o cérebro. Sempre se soube que a mielina estava distribuída de forma irregular ao redor dos neurônios, mas só agora descobriu-se por quê. Ela é depositada sobre as células nervosas com o intuito de melhorar a condução da eletricidade. A distribuição desigual serve para deixar os impulsos elétricos mais precisos - para chegarem ao mesmo tempo nos neurônios, por exemplo (veja no quadro abaixo). À medida que os impulsos elétricos se tornam precisos, eles coordenam melhor os nossos movimentos e pensamentos. Isso vale para qualquer tipo de ação: de jogar basquete a entender física quântica ou falar em público. "Quando você pratica algo, a mielina se deposita e os sinais entre as sinapses vão ficando mais eficientes. A mielinização leva à perfeição", diz George Bartzokis, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, maior especialista do assunto no mundo. Esse processo é tão importante que até um bebê recém-nascido só abre os olhos depois que a mielina em seu cérebro se depositou nos lugares certos. Da mesma forma, afirma Bartzokis, um idoso perde sua mobilidade não porque seus músculos se atrofiaram, mas porque a mielina do cérebro decaiu.

Pare no Sistema

Para a mielinização ser mais eficiente, é preciso errar muito e sempre. Você já deve ter sentido isso na pele. Quando cai da bicicleta ou leva uma bronca do seu chefe por causa de um relatório malfeito, você vai se esforçar em dobro para o escorregão não acontecer de novo. "Se você sempre repetir aquilo que já sabe, não há evolução. O ideal é falhar tentando algo novo e mais difícil", diz Anders Ericsson. É nessa condição que a mielina é mais eficientemente espalhada pelo cérebro. Os que erram - e treinam mais - são também recompensados. Isso é visível em ressonâncias magnéticas. Músicos, escritores e crianças que tiram nota alta têm muito mais massa branca do que seus pares "comuns". Quem, aliás, era recordista em massa branca era Einstein. Quando o cérebro do físico foi dissecado, notou-se, entre outras coisas, uma quantidade anormal de mielina. "Quem nunca errou nunca fez nada de novo", dizia ele.

Na teoria, a mielina é muito linda: ela recompensa quem se esforça e qualquer um pode ser bem-sucedido. Mas, como tudo na vida, há algumas limitações (ou você acreditava realmente que poderia ser como o Kaká?). O auge da mielinização acontece durante a infância, quando toda forma de atividade é novidade e tem de ser aprendida: de abrir os olhos a usar os talheres. Até os 30 anos, ela continua em alta escala - e é justamente quando se aprendem novas habilidades com facilidade. Até os 50, a mielina ainda pode ser ajustada em direção a um ou outro aprendizado. Depois disso, infelizmente, as perdas são maiores que os ganhos. A mielinização continua, mas para preservar as aptidões já adquiridas. Ou seja, a má notícia é que, se você quisesse ter sido o Kaká, deveria ter começado cedo. Já a boa é que, se você se contenta em apenas melhorar o seu trabalho para ser promovido, há tempo de sobra.

Além da idade, há algumas limitações sérias. Há cérebros mais preparados para mielinizar do que outros. Por exemplo, quem não consegue metabolizar apolipoproteínas já sai perdendo. Elas são proteínas que se ligam às gorduras (o colesterol, principalmente) e têm grande influência na produção de mielina. (Mielina tem muito colesterol. Por isso, se você andava cortando o ovo com medo de problemas cardíacos, pense que isso pode estar emburrecendo você. Não é à toa também que médicos ultimamente têm receitado ovo para pacientes com Alzheimer - ele parece influir nas habilidades do cérebro.) Essa disfunção pode ser detectada numa análise genética, mas, adivinhe só, como tudo que envolve genes, ainda não está esclarecida.


Tem que lutar, não se abater


Se treino é responsável por boa parte do sucesso das pessoas que chegaram ao ponto mais alto do pódio (outros fatores virão), é preciso entender o que as levou a se esforçar tanto. Quem passa 10 mil horas da vida se dedicando a qualquer coisa que seja tem pelo menos uma característica muito ressaltada: o autocontrole. É ele que permite que a pessoa não se lembre que seria muito mais legal dormir ou estar no bar do que trabalhando. O teste do marshmallow, feito na Universidade Stanford na década de 1960, é o melhor exemplo que se tem sobre a ocorrência de autocontrole. Psicólogos ofereciam a crianças um grande marshmallow e davam a elas a opção de comê-lo imediatamente ou esperar um tempinho enquanto os psicólogos saíssem da sala. Se as crianças esperassem, ganhariam de recompensa um segundo marshmallow. Apenas um terço das crianças aguentava esperar, o resto comia o doce afoitamente. (Há um vídeo na internet desse teste feito nos dias de hoje. As imagens das crianças tentando resistir à tentação são de partir o coração.) Depois, os pesquisadores acompanharam o desempenho dessas crianças nas décadas seguintes. Aquelas que haviam esperado pelo segundo doce tinham tirado notas mais altas no vestibular e tinham mais amigos. Depois de anos estudando esse grupo de voluntários, concluiu-se que a capacidade de manter o autocontrole previa com muito mais precisão a ocorrência de sucesso e ajustamento - era mais eficiente do que QI ou condição social, por exemplo. Por isso, tente sempre atrasar as gratificações - passe vontade e não faça sempre o que der na telha: o segredo para o sucesso pode estar aí.

A questão agora é entender por que algumas pessoas abrem mão do prazer imediato em troca do trabalho duro, e por que outras preferem sempre sair mais cedo do escritório. O processo mental, na verdade, é muito simples: para ter autocontrole, é preciso não ficar pensando na tentação e focar naquilo que é realmente importante no momento - por exemplo, terminar o serviço. É possível que esses traços tenham uma origem genética, mas é mais provável que a diferença esteja em outro ponto importante para entender o sucesso: motivação. Quem está motivado para ganhar uma medalha olímpica ou fazer um bom trabalho também abre mão da soneca da tarde com mais facilidade.

Motivação e ambição são um negócio meio misterioso, na verdade. Não funciona para todos da mesma maneira. "A maioria das pessoas sonha com um emprego estável, um salário aceitável, um chefe legal. Nem todo mundo tem ambição e quer crescer o tempo todo", diz Marcelo Ribeiro, professor do departamento de psicologia social e do trabalho da USP. Evolucionariamente, isso também faz todo o sentido. Durante séculos de seleção natural, alguns poucos ambiciosos foram escolhidos para conquistar os melhores pares, os maiores pedaços de comida e os cargos de liderança. Infelizmente, toda essa fartura não pode ir para todos - e a maioria teve de aprender a se satisfazer com o pouco que sobrou.

Dinheiro também não é a solução para todos os problemas. Nem sempre ele funciona como um bom motivador. (Não deixe seu chefe ler isso, se você estiver querendo um aumento.) Num estudo da Universidade Clark, nos EUA, que testava a capacidade de voluntários de resolver problemas de lógica, o dinheiro só atrapalhou. Aqueles que eram recompensados financeiramente para chegar à solução levavam muito mais tempo para resolver o problema. Os outros, sem a pressão do dinheiro, se deram melhor. Em muitos casos, acreditar que você está fazendo algo relevante é mais eficiente para motivação do que um salário mais rechonchudo. Não é à toa, então, que empresas que esperam resultados inovadores têm horários e cobranças flexíveis - para esses funcionários, fazer a diferença e a ilusão de independência valem mais do que ganhar bem. "O desejo de atribuir significado ao nosso trabalho é uma parte inata e inflexível da nossa composição. É pelo fato de sermos animais concentrados no significado que podemos pensar em nos render a uma carreira ajudando a levar água potável à Malaui rural", escreve o filósofo pop francês Alain de Botton, em seu livro Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho.


Agulha no palheiro

Christopher Langan e Robert Oppenheimer eram dois americanos de QI sobre-humano (o de Christopher é um dos maiores de que se tem notícia: 195. O QI de Einstein, por exemplo, era 150). Christopher aprendeu a ler sozinho aos 3 anos, aos 15 desenhava retratos tão realistas que pareciam fotografias, aos 16 gabaritou o vestibular e perto dos 20 decidiu dedicar sua vida à física teórica. Já Robert fazia experimentos químicos complexos aos 8 anos de idade, aos 9 já falava grego e latim e aos 22 tinha concluído seu doutorado, com passagens pelas Universidades Harvard e de Cambridge. Os dois, além de gênios, eram esforçados e passaram a juventude enfurnados em livros - alcançaram facilmente a marca das 10 mil horas de estudo. Robert virou um dos físicos mais importantes do século 20 e ficou conhecido como o "pai da bomba atômica", pois liderou o time que desenvolveu a arma durante a 2ª Guerra Mundial. Já Christopher fracassou. Largou a faculdade em pouco mais de um ano. Trabalhou como garçom, operário da construção civil e zelador. Hoje, vive enfurnado em casa, sozinho, tentando elaborar uma teoria geral que explique o Universo inteiro. O que foi que deu errado com Christopher?

É duro dizer, mas sucesso depende também de uma boa quantidade de sorte. Estar na hora e lugar certos é muito importante - às vezes até mais do que as horas de treino. Christopher Langan, por exemplo, nasceu em uma família pobre. Chegou à faculdade porque ganhou uma bolsa de estudo. Mas teve de largar as aulas depois de perdê-la, porque sua mãe, que nunca acompanhou ou incentivou seus estudos, esqueceu-se de renovar o contrato que daria ao filho mais um ano de estudos grátis. Sim, ele deu muito azar. Não por causa da mãe desleixada - mas porque nasceu em uma família desestruturada. Um estudo feito na Universidade do Kansas mostrou que crianças que crescem em classes sociais mais baixas ouvem, em média, 32 milhões de palavras a menos nos primeiros 4 anos de vida do que seus colegas abastados (sim, alguém contou). Além disso, elas são expostas a um vocabulário menos variado e não são incluídas nas conversas "de adulto". Isso pode não ter consequências diretas na inteligência das crianças, mas tem na maneira como elas se relacionam com as pessoas.

Ter habilidade social, aliás, é fator determinante para ser bem-sucedido. E é esse o elemento que foge das estatísticas da ciência. Em áreas em que os mais talentosos são sempre recompensados, como nos esportes ou na música, a regra das 10 mil horas e a importância da persistência fazem sempre sentido. Mas, em ambientes onde a competição é velada, como nos escritórios, o talento pode facilmente ficar em segundo plano - e perder importância para o tête-à-tête, as famosas afinidades. "A personalidade de uma pessoa afeta não só a escolha do trabalho mas, mais importante, quão bem-sucedida ela vai ser na carreira", diz Timothy Judge, especialista em carreira e personalidade da Universidade da Flórida. Timothy revisou 3 estudos longitudinais de personalidade que acompanharam a carreira de mais de 500 pessoas e chegou a conclusões interessantes. Pessoas autoconscientes, racionais e que pensam antes de agir costumam ganhar mais e subir mais cargos. Já quem é extrovertido e emocionalmente estável é mais feliz. Para o pesquisador, depois de anos observando as pesquisas, subir de status pode ser importante, mas o fator mais determinante para o sucesso ainda é sentir-se realizado. "Se a pessoa está infeliz no trabalho, tem de descobrir o que está atrapalhando. Senão o sucesso não vem mesmo."


A fórmula do Sucesso


Virados para a lua

Infelizmente, nem tudo que ronda o sucesso depende só de você. Um tanto de sorte é necessário para se dar bem na vida. Veja dois exemplos em que fatores que fogem do seu alcance podem fazer toda a diferença.

Berços de excelência

Há alguns ambientes em que tudo acontece ao mesmo tempo e surgem grandes oportunidades de sucesso. Foi o caso da Inglaterra nos anos 60, bem no início do rock, quando dezenas de boas bandas, dos Beatles aos Beach Boys, conquistaram o mundo. Ou do Vale do Silício na década de 1980, quando Bill Gates, Steve Jobs e Paul Allen aproveitaram o começo da computação para criar suas empresas e faturar milhões. É questão de sorte, mas procure sempre estar no lugar em que as coisas estão acontecendo.

Dias especiais

O dia do nascimento também pode interferir no sucesso (e não tem nada a ver com horóscopo). É comum que num mesmo ano letivo estudem crianças que nasceram no 1º semestre e outras que nasceram no 2º semestre do ano anterior. As que nasceram no ano anterior, entraram na escola um pouco mais velhas. Essa diferençazinha vira uma grande vantagem quando se trata de crianças pequenas. Os mais velhos terão a coordenação motora e o desenvolvimento intelectual mais adiantados do que os outros.



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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Vermelho Camurça


A cada palavra incisiva sinto uma dor,
algo que sangra, que faz mal.
Não está relacionado a rancor,
tampouco ódio, e sim algo que está aquém de mim, um pobre animal.

A cada possível fim me desligo,
lembro de toda a solidão que enfrentei pouco tempo atrás.
Em ti achei meu norte, meu abrigo,
não quero deixar esse sentimento para trás.

Nesse jogo de chega pra lá,
sinto meu coração corroendo.
O que quero gritar é: Venha pra cá!
Não me deixe sofrendo.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

À sangue-quente : A morte do jornalista Vladimir Herzog


À sangue-quente é um livro escrito por Hamilton Almeida Filho, ele conta a história do assassinato de Vladimir Herzog e toda a mobilização que o mesmo ocasionou para o contexto jornalístico da época, onde o Brasil se encontrava em Regime Militar.

Vlado, como era conhecido por amigos e familiares, era diretor de um programa na TV Cultura, chamado Hora da Noticia, na época de sua morte, que foi em 26/10/1974.

Ele foi chamado a prestar esclarecimentos ao Departamento de Operações Internas do II exército, e foi encontrado no outro dia morto. O exército alegou que Vladimir Herzog havia se suicidado, mas não deixou que fizessem outra necropsia no corpo do ex-jornalista.

A morte de Vlado foi um marco para o jornalismo brasileiro, já que seu óbito fortificou a luta contra a repressão na politica. Hamilton Almeida Filho peca em não ser muito incisivo em sua escrita, o que dá a entender que não queria colocar a “mão no fogo”.

À sangue-quente é um excelente livro para quem quer conhecer um pouco mais sobre a morte de Vladimir Herzog e também serve para conhecimento sobre o que aconteceu na época da ditadura militar. É importante lembrar que esse ano foi comprovado que Vlado foi assassinado, mas isso fica para outra postagem.


sábado, 8 de junho de 2013

A amizade que deveria ser preservada acaba sendo trocada por um anseio carnal desprezível. Pensando melhor, amizade sequer existiu. Apenas um coleguismo barato para conseguir informação ou até mesmo para se livrar dos momentos de ócio.

A raça humana está em estado de putrefação. Me dá nojo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Nietzsche e como enfrentar os impasses

Muito bom esse documentário de Nietzsche sobre como enfrentar os problemas! Nietzsche como sempre, mostrando que não é a criação que faz você como ser humano e sim suas atitudes.

Vindo de família de protestantes, foi capaz de criar teorias totalmente adversas a cultura dos pais. Ou seja. Pensar não está estritamente relacionado com a criação. Você pode mudar de opinião a partir de sua vivência sim.

Não precisa ser um Nietzsche para tal, basta ter atitude.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Educação, o alicerce

A educação tem como objetivo alicerçar um ser humano para que ele enfrente a vida em sociedade. O principal propagador de educação é a escola, que é uma das responsáveis por fornecer uma série de atributos éticos, morais e culturais para que uma pessoa seja capaz de enfrentar a vida em cotidiano de forma digna.

Dignidade é além de não cometer atos ilícitos. Ser digno é cumprir com o dever de cidadão, que é lutar por um mundo melhor, com mais tolerâncias, afeto e aceitação. E para se conseguir erguer uma estrutura moral desse nível é necessário ter uma base, que surge a partir da educação.

Embora a educação seja um dos principais meio de dignificação do ser humano, não é só ela que estrutura o alicerce pessoal do ser humano. Sendo que é papel da família passar valores para o jovem em formação, emitindo o maior numero possível de sinais de honra, como estimular o estudo e o trabalho.

Mas de nada adianta falar de educação e não falar de professores. A profissão de professor que é o principal emissor de educação está desvalorizada, com salários ínfimos, quase que ridículos. E o governo federal, ao invés de lutar por essa nobre classe, parece querer que o país se atole em ignorância. Fato esse presente no fato do Prouni fornecer vagas de estudo para professores formados, como se estivesse impondo que eles devem procurar uma outra carreira, ao invés de fornecer salários dignos e melhor plano de carreira.

Portanto, a educação tem papel essencial na dignificação de um ser humano. Todavia, é necessário que a classe de professores seja exaltada. Para isso é necessário uma série de medidas, entre elas, aumento de salário, cursos de especialização, além de um plano de carreira que faça com que eles se mantenham na profissão atual.


terça-feira, 4 de junho de 2013

24 horas por dia



Queria que pensasse em mim sempre, mas não posso cobrar isso,
pensei que poderia ser capaz de suprir sua necessidade.
Mas às vezes acho que não passe de um ralo compromisso.
Ou como dizem os velhos, é coisa da idade.

Sonhei com o amor irrepreensível,
com a vida perfeita e irretocável.
Mas o que me sobrou foi um desejo impossível,
aquele que não tem nada de maleável.

Falar que é da maneira que eu sonhei,
não passaria de uma mera falácia.
Sou feliz, mas ainda não sei o que farei,
pois eu queria aproveitar o amor de forma máxima.

Sei que te amo, amarei e em ti eu penso.
Todavia, não é da maneira que eu queria,
queria que fosse algo mais intenso.
Mais ou menos, vinte e quatro horas por dia.


sábado, 1 de junho de 2013

Em nome do amor

A chuva bate no rosto, se mistura com lágrimas escorridas, o medo vem de encontro. O receio de sofrer tudo de novo, de ficar sozinho.

A vida é um mar de incógnitas. Um dia estamos consideravelmente bem, já no outro o mundo desaba em nossas cabeças.

A confusão do eu pessoal vai muito além do que as pessoas podem julgar. Não é algo explicável, tampouco plausível, até mesmo para os mais conhecidos.

Mas além do ego e do orgulho, existe um sentimento mais nobre. Que deve ser preservado acima de tudo.

Em seguida, todos os pensamentos egocêntricos vão embora. Porque no fim, a única coisa que quero é ser feliz. E descobri que a única maneira de ser feliz é preservando esse sentimento.

Chega de orgulho. Chega de Ego.