quarta-feira, 31 de julho de 2013

Vivenciar o além

Ela estava linda no pedestal cor bege, ou seria marrom? Acima do alcance das estradas misteriosas. Longe da vida meteórica e cheia de impasses. Era mais como um objeto fora de alcance, mas eu lutava contra minha negação.

Eu vi com meus próprios olhos flamejantes. Lutei com o meu eu. Eu pensei em fugir. Porque eu não queria nada sério. E ela tão jovem , linda. E eu tão errante, insignificante. Não estava disposto a me entregar.

No entanto, o tempo passou. Seus olhares de soslaios se tornaram íntimos. Ocasionalmente se lançou um amor, no inicio tímido, que para mim era um equivoco. Mas a negação caiu e veio a verdade, quase que absoluta.

Embora, muitas vezes achar que não passo de uma opção barata. Reles para retransmitir esse belo romance, que faz com que eu pense que seja algo ficcional. Porém, apesar dos pesares, eu quero lutar e vivenciar o além.


Um tal de ser humano


Aos poucos você vai deixando pra lá. E quando menos percebe tudo o que deduziu começa a se tornar sólido. É assim que o ser humano é: o mais decepcionante o possível.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Sem tempo pra escrever?

Certa vez um colega me disse: Não tenho tempo pra escrever. Fiquei um pouco assustado com essa frase porque comecei a pensar que quando uma pessoa tem experiência na escrita, ela consegue encher uma página em poucos minutos. Imagine um arquivo em Word?

Essa pessoa tem uma técnica acima da média e consegue convencer as pessoas a partir de palavras. Acredito que isso seja um dom, como aquelas pessoas que tem uma facilidade com musica, instrumentos ou até mesmo no futebol.

É claro que um “dom” não evolui sem treinamento e repetição. Porém, quando já se tem algo dentro de você é muito mais fácil ter uma evolução verdadeira. Só que as pessoas abençoadas tem muita mais facilidade que os pobres mortais ( como eu ).

Embora desprezar sua técnica natural seja quase quanto uma heresia, é direito de cada um usar seu talento ou não. Porém, falar que não tem tempo para tal foge um pouco da verdade. Agora quando ver que não quer fazer algo, diga: “Não quero fazer”, ao invés de colocar culpa no pobre ( nem tão pobre ) do tempo.


CAPÍTULO 3: UMA VIDA COMEÇADA PELA TRAIÇÃO

LIVRO: O MISTÉRIO DO SUICÍDIO DE MARIA

POR REINALDO DEL TREJO



O MISTÉRIO DO SUICÍDIO DE MARIA. CAPÍTULO I - UM TAL DE LUCAS

CAPÍTULO 2: NÃO POSSO VIVER SEM SEU AMOR


CAPÍTULO 3: UMA VIDA COMEÇADA PELA TRAIÇÃO



Desde muito novo Maicon lutava por seus sonhos, ele nasceu em uma família de quatro irmãos, de uma classe baixa e o que ele mais sonhava era ser jogador de futebol, assim como Zico, seu maior ídolo.

Quando tinha quatro anos, olhou para seu pai e disse que queria ser jogador de futebol, seu pai então disse que ele deveria lutar com “unhas e dentes” para conseguir alcançar seu objetivo, e foi assim que Maicon fez.

Todos os dias, ele chutava bolas a gol de forma seguida, até alcançar um elevado nível técnico. E além disso, se esforçava na escola, conseguindo aliar a educação com o esporte.

Um dia ele fez um teste para o Corinthians e acabou passando fácil, e logo se tornou um dos melhores meias do país na categoria. Aos dezesseis anos se profissionalizou e ao poucos foi ganhando espaço no cenário mundial.

Aos vinte foi contratado pelo Barcelona e conseguiu sua primeira convocação para a seleção brasileira, logo se firmou como um dos melhores jogadores do mundo. Em 2002 ele foi campeão da Copa do Mundo, e em 2004 se transferiu para o Liverpool, onde foi campeão da Liga dos Campeões da Europa e em 2007 resolveu voltar para o Brasil, agora para o Grêmio de Porto Alegre.

Maicon é um tipo de pessoa que foi atrás de seu sonho e o conquistou de forma primordial. Nunca conseguiu nada de “mão beijada” e foi assim também com Maria.

Quando estava no Corinthians, aos dezoito anos, viu uma garota linda em um barzinho, chegou ao seu lado todo sem jeito e disse:

_Oi moça mais linda da grande São Paulo!

_Não sou de São Paulo, sou do interior. _respondeu secamente Maria.

_Que bom, eu sou daqui.

_Legal.

O jogador de futebol ficou extremamente constrangido e não sabia o que fazer, até que a música Eduardo e Monica da banda Legião Urbana começou a tocar, e essa ele sabia décor, e então se encurvou no ouvido de Maria e continuou com a letra: “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?”.

Maria ficou sem jeito e pediu para Maicon se afastar, mas comentou com as amigas que ele era bonitinho. Ela não acompanhava futebol, tampouco suas amigas, logo nenhuma delas fazia ideia de que ele era um jogador em ascensão.

Até que o DJ do barzinho disse que era uma honra estar com um jogador do Corinthians e chamou Maicon para cima do palco, até que o jovem disse:

_Você poderia tocar uma música e dedicar para a garota mais linda desse bar?

_É claro! Rapaz, você é o futuro melhor do mundo, e aqui pode tudo! _ disse o DJ para Maicon.

_Então toca Só Você do Fábio Junior! E dedica para aquela linda garota, a tal da Maria!

Maria vendo que Maicon estava insistindo, levando em consideração que ele era charmoso e também poderia a levar para lugares bacanas, ela pensou em dar uma chance para ele, apesar de já ter namorado.

Eles acabaram saindo algumas vezes, até que um foi gostando do outro e quando menos viram, estavam tendo um rolo. Maicon tentando falar de relacionamento serio e Maria se esquivando.

Até que aconteceu a primeira transa, e infelizmente o preservativo de Maicon estourou, alguns meses depois, os dois continuaram juntos, ela se afastando aos poucos e quando menos viu, estava grávida, e tinha que ser de Maicon, já que João nunca havia transado com Maria.

Maria se sentiu a pior vagabunda do mundo e viu a “cachorrada” que estava fazendo com João e decidiu terminar com ele, pois agora ela deveria cuidar de seu filho junto com o pai do menino.

Ela combinou de se encontrar com João em uma praça perto de sua casa e começou a falar as piores barbaridades dele, como se ele fosse frouxo, inútil, babaca, inútil e sem pegada.

João chorou muito e apenas disse:

_Espero que você seja feliz, eu te amo tanto que não importo de não ter você. Eu quero que você seja feliz, não importa quando, onde, como, com quem e por que. Seja feliz Maria.

Depois disso, ela procurou Maicon e disse que estava grávida, ele ficou extremamente feliz e pediu Maria em casamento, ela chorou e aceitou. Naquele momento ela estava decidida a viver com ele pra sempre e cuidar de seu futuro filho.

Uma escolha totalmente sem ética, acabou gerando uma vida, e Lucas Dias foi fruto desse flerte capitalista. Maria foi obrigada a deixar o amor de João de lado, já que tudo aquilo foi fruto de uma escolha sua, a escolha pelo capital.


sábado, 27 de julho de 2013

CAPÍTULO 2: NÃO POSSO VIVER SEM SEU AMOR


LIVRO: O MISTÉRIO DO SUICÍDIO DE MARIA

POR REINALDO DEL TREJO



CAPÍTULO 2: NÃO POSSO VIVER SEM SEU AMOR



Certo dia, Lucas ouviu seu relógio despertar ao som de Olhos Vermelhos, música de sua banda preferida que era Capital Inicial, levantou da cama e foi para a cozinha, lá estava sua linda mãe, cerca de 1,70m, olhos castanhos claros marcantes e um sorriso incrivelmente jovial, ela estava lendo o jornal, costume que tinha a todas as manhãs, e de repente ela indagou o jovem:

_Bom dia filho!

_Bom dia mamãe, já está acordada? – respondeu sonolento o garoto.

_Estou sim filho, é que hoje é um dia importante para seu pai e estou preocupada, afinal, não é todo dia que se decide uma Libertadores, não é mesmo? _ comentou a mãe do garoto, com uma voz rouca, de quem havia chorado muito.

_Jura que é só isso mãe?

_Claro filho! Vai se aprontar pra eu te levar no colégio. _ finalizou a mãe.

Lucas ficou desconfiado, mas tomou café sem dizer uma palavra, a feição triste de sua mãe estava lhe preocupando, se levantou, deu um beijo na bochecha dela e subiu para o quarto.

Em seu quarto havia uma bandeira do Chelsea logo na janela, time que ele tinha aprendido a gostar depois que começou a jogar vídeo game, e toda a sua idolatria estava destinada ao número oito, Frank James Lampard Junior, ao lado da bandeira do Chelsea tinha uma foto de seu pai junto com Ronaldinho Gaúcho e Kaká ao disputarem a Copa do Mundo de 2006 pela seleção brasileira.

O jovem estava voado em seus pensamentos, até que ouviu um barulho de algo quebrando, ele correu para o quarto de sua mãe, e ela estava abaixada no chão chorando muito, o garoto chegou perto dela e perguntou o que estava acontecendo, mas ela hesitou em responder algo.

Maria estava com um olhar devaneado, longe de qualquer final de libertadores, tudo aquilo era pretexto, pois ela estava escondendo uma dor muito obscura, pela qual ela deveria manter segredo.

Quando Maria conheceu o pai de Lucas, ela namorava João, que na época era apenas um pedreiro, mas Maria o amava. Porém pelos desejos materialistas que ela tinha na época, acabou se envolvendo com Maicon, que era um promissor talento das categorias de base do Corinthians.

Maria acreditava na época que aquele envolvimento era momentâneo e logo ela poderia ficar por definitivo com João. Mas ela acabou engravidando e foi obrigada a largar de João, e se casou com Maicon, que não sabia que Maria namorava.

Nesses dias, ela tinha recebido uma ligação da mãe de João que acabou falando que ele tinha falecido naquele dia e gostaria que Maria ficasse sabendo. Entretanto, a mãe de João não sabia que Maria ainda gostava de seu filho, e acabou falando aquela informação de forma displicente. Embora tivesse passado mais de nove anos desde a separação dos dois, ela ainda tinha sentimentos por João, e a dor que ela estava sentindo era enorme.

Lucas não sabia dessa história e achou muito estranho sua mãe não lhe falar nada, já que ela desabafava praticamente tudo com ele, mas dessa vez era diferente, sua mãe estava realmente abalada. O menino então resolveu ligar para seu pai que estava em Buenos Aires, em concentração aguardando a final diante do Boca Juniors:

_Bom dia pai! Preciso te falar uma coisa, mamãe está muito estranha, ela chorou muito e está deitada no chão do quarto!

_Nossa filho, deixa eu falar com sua mãe, preciso falar com ela. _respondeu Maicon extremamente assustado.

Lucas passou o telefone para sua mãe, e Maicon já lhe disse:

_Amor, o que aconteceu?

_Não é nada, estou só ansiosa pelo seu jogo. _respondeu Maria abatida.

_Que isso amor? Confia em mim poxa. Você não ficou assim quando disputei a final da Copa do Mundo em 2002, nem a final da Liga dos Campeões em 2005, por que está assim agora? Não omita nada, pelo amor de Deus.

_Estou abalada somente.

_Abalada com o quê?

_Não quero te dizer, é algo do meu passado.

_Passado? Como assim? Me diz amor, confia em mim.

_Não posso, é algo que apenas me pertence. Você não precisa saber disso, aliás, você não tem o direito.

_Ok, depois conversamos. Te amo muito, mas agora eu preciso desligar o celular. E se precisar, me liga, quero conversar com você pessoalmente.

Depois dessa ligação, Maria entrou no banheiro, tomou banho e começou a pensar em sua vida, em como foi ser obrigada a abandonar seu grande amor por causa de seu filho. No começo pensou que Lucas fosse culpado, mas logo em seguida eliminou esse maligno sentimento.

Saiu do banho e chamou Lucas, o menino foi sorridente, pois adorava ir para a escola, apesar de ser excluído dos outros colegas de sala. No carro, Maria não falou nenhuma palavra para o jovem, apenas quando o deixou na porta da escola e disse para ele:

_Você não é uma maldição, é uma dádiva!

O garoto ficou confuso e não entendeu nada, e em seguida foi para sua sala de aula. Sua mãe voltou a desabar em lágrimas, e um “filme” passou em sua cabeça, e passou a lembrar de tudo que passou durante sua vida, desde a época em que conheceu João até os dias atuais.

Logo em seguida, quando chegou em casa, a mulher abatida começou a olhar pela janela, observou o jardim e lembrou de quando João desenhou um coração de tinta guache em uma caneca branca e das rosas que ele sempre levava na hora de seu almoço.

João era um jovem determinado, que havia abandonado a faculdade de Jornalismo para trabalhar para sustentar sua mãe e irmã mais nova, pois seu pai havia falecido. Ele amava a leitura e adorava escrever assim como Maria, seu sorriso era radiante e seus olhos verdes eram sedutores.

Muita coisa começou a passar na cabeça de Maria, uma mescla de nostalgia com culpa, como se ela não pudesse ter feito tal barbaridade com João, sendo que ele era um homem bom e ela o amava. Se bem que Maria começou a desconfiar de seu amor, já que quem ama não sente necessidade de trair.

Porém definir amor é o que menos queria Maria nesse momento, já que seu sangue estava correndo na cabeça como um veado corre de um leão faminto na savana africana. Ela queria apenas chorar e eliminar aquela culpa que estava sentindo por meio da água que saia de seus olhos.

Começou a revirar seus cadernos antigos, até que viu um antigo diário com suas anotações e passou a folheá-lo, viu como seu amor era grande por João e como havia se arrependido de tê-lo traído há quase uma década. Resolveu escrever, desabafando todas suas mágoas, assim como fazia quando era mais jovem, e nessas linhas tênues escreveu:



João, sinto frio sem seu abraço, me sinto seca sem seu beijo, fico sem fôlego ao saber que nunca mais poderei estar ao seu lado.
Penso em morrer ao saber que não poderei mais ver seu lindo sorriso. Morrer, tá ai uma ideia que não seria das piores.
Sei que procrastinei demais ao tentar te encontrar, deixei para depois durante quase uma década, e agora sei que não vou poder respirar o ar que você respira.
Eu queria dizer o quanto te amo e preciso de você. Não queria ter sido tão grossa quanto fui contigo quando terminei com você.
Queria que você soubesse que todas aquelas palavras foram para você me esquecer e poder viver a sua vida, já que o Lucas estava a caminho.
Meu filho é um menino sagrado, uma dádiva. Ele é a única razão de minha vida, eu amo ele tanto.
Escrevo, escrevo e escrevo. Mas no fundo, sei que você nunca vai ficar sabendo do meu verdadeiro amor.



Maria nunca havia escrito palavras tão doloridas e rancorosas, e no fundo ela sabia que era tudo verdade, pois a traição tinha sido algo nojento tanto para João quanto para Maicon que nunca soube de nada.

Logo em seguida ela adormeceu, sonhou com um casamento que nunca aconteceu. No sonho ela se casava com João e tinha um lindo filho, que era Lucas, mas ela sabia que esse sonho era impossível, já que Lucas era filho de Maicon.

De repente, ela foi acordada pelo tocar de seu celular, era Lucas pedindo para que ela o buscasse na escola, ela o buscou, viu como seu filho estava sendo carinhoso com ela e passou a abandonar a ideia de suicídio a cada minuto passado.

O tempo estava passando rápido, Maria ficou abraçada com Lucas até que chegou a hora do jogo, ambos vestiram a camisa do Grêmio e foram para o sofá assistir a final da Libertadores da América.

Maicon estava com muita vontade em campo, acabou fazendo dois belos gols, o que fez com que o Grêmio conquistasse o tricampeonato da Libertadores e fosse considerado o melhor time do continente.

Em um dos gols ele beijou a aliança e no outro ele tirou a camisa e em uma outra camiseta estava escrito: “Maria, eu te amo”!. Lucas vibrou com aquele belo gol de três dedos, mas Maria ficou estática, não teve reação. Lucas achou a falta de reação da mãe estranha, todavia, acabou concluindo que era emoção.

Embora estivesse satisfeita com o sucesso profissional do marido e com a bela atuação dele, Maria não conseguia ficar feliz sabendo que nesse mundo João não existia mais, depois do jogo deu um beijo em Lucas e foi para a cama.

No quarto, Maria começou a ouvir Nickelback, uma banda canadense que era a preferida de João, em uma de suas músicas famosas, a Never Gonna Be Alone, a letra dizia: “ O tempo está passando muito mais rápido do que eu, e estou começando a me arrepender de não passa-lo com você”.

Esse foi um balde de água fria em Maria que já estava cabisbaixa, e no caso dela o tempo passou demais e agora era impossível passar algum tempo com João, o seu amado.

De repente, seu telefone tocou, era Maicon e enfático ele disse:

_Maria meu amor! Somos campeões da Libertadores! Eu te amo, não sei o que faria sem você! Eu preciso de você pra viver, sem seu amor, eu acho que morreria...

Maria desligou o telefone e começou a pensar nas palavras de seu marido, “ Sem seu amor, eu acho que morreria”, “Eu morreria”. Morte, de novo a morte vinha em seus pensamentos, e dessa vez de forma mais branda, clara, Maria não podia viver sem João, e acabou descobrindo que tinha apenas sobrevivido e não vivido.

A palavra viver se confunde com sobreviver. Muitas vezes, achamos que estamos vivendo, mas no fundo estamos apenas sobrevivendo. Sobreviver é seguir a vida e deixar a maré nos levar. Já viver é lutar por nossos sonhos e sentimentos, fazendo a vida realmente valer a pena.

Maria tinha cansado de sobreviver e estava disposta a colocar um fim em tudo aquilo, entrou depressa no quarto de seu amado filho e disse:

_Meu filho, meu amor. Eu vou sair, mas quero que saiba que eu te amo muito, e aconteça o que acontecer, sempre estarei olhando por você.

Os olhos de Lucas ficaram profundos, como se ele estivesse prevendo algo terrível, ele começou a chorar, abraçou a mãe e disse:

_Mamãe, por favor, não vá.

_Eu preciso meu filho, eu preciso. _ disse secamente a mãe.

Maria soltou o filho e foi pegar seu carro, andou pelo centro de Porto Alegre, viu prostituição, jovens se embriagando e muita gente com a bandeira do Grêmio, em uma bandeira viu a imagem de Maicon, escrito a seguinte frase: “Nosso Salvador”.

Salvador... Foi essa a ideia de Maria cerca de nove anos atrás, ela achou que Maicon fosse seu salvador, mas de caprichos, como se a vida fosse somente capitalista. Maria chorou novamente e foi em direção a Avenida mais movimentada da cidade.

Estacionou o carro em uma rua paralela, subiu uma passarela, respirou aquele ar gélido do inverno gaúcho e disse a seguinte frase:

_Não posso viver sem meu amor.

Se jogou na Avenida Alberto Bins e foi atropelada por um caminhão de entrega de gás, a morte foi instantânea, porém a dor de Lucas e Maicon não. Maria foi covarde ao se matar, pois não teve coragem de enfrentar aquilo que ela construiu.

Se matar é o passo mais curto para qualquer que seja o impasse, porém é o passo mais covarde e asqueroso. Já que a vida está ai para ser desafiada e não tem espaço para desistências.

Um local amarelado e avermelhado tomava conta do semblante de Maria, ela não sabia onde estava, tampouco como foi parar naquele local, até que viu um rosto conhecido, era João ao distante, ele deu um breve sorriso e Maria correu para seus braços.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Queria ser é o caralho


Queria ser o Ralf e salvar a prostituta Maria no cinema. Na verdade, queria desbancar o foda do Paulo Coelho e ser melhor que aquele puta escritor. Porra, por que caralho eu fico me imaginando foda sendo que não posso ser tão foda?

Cacete. Quantas vezes me peguei imaginando criando coisas materiais como se fosse um passe de mágica ou até mesmo sendo um jogador de futebol que iria marcar muitos gols na Copa de 2010 mesmo aos 16?

Caralho. Quantas cobranças fiz para mim mesmo e acabei pensando que poderia ser algo que talvez nem seja melhor que eu sou. Poxa, quem não queria ter a oportunidade de abrir essa merda de documento em Word e escrever essa porra de texto e centenas de pessoas lerem?

Quem não queria ter uma namorada linda disposta a responder aos caralhos das mensagens mais idiotas em vários momentos? Porra, é tão bom chegar no domingo e bater aquele futebolzinho. Escrever um monte de palavrões do caralho e ninguém censurar.

Ai ai. O ser humano consegue reclamar da vida e desprezar aquilo que é mais sagrado. Ele mesmo. Não tem ninguém mais especial que você. Agora vai tomar no cu se achou esse texto uma bosta. Era só um desabafo mesmo.


terça-feira, 23 de julho de 2013

Querido Trabalho Duro


Eu fujo de você desde que eu me conheço como pessoa. Me escondo atrás de minhas limitações e as uso como desculpa para ficar parado no tempo. Me limito, acredito que vou me despedaçar, por isso nem tento.

Fico no tempo olhando as pessoas procurarem suas ambições e estou aqui, parado. Vejo você e o deixo passar. Sei que um dia você vai voltar e me chamar. Mas e quando eu não tiver mais forças para viver contigo?

Às vezes eu penso se vou correr de você até não ter mais forças para lutar. Apesar de saber que você é a única maneira de conseguir suprir os sonhos, as ambições. E estou aqui fugindo de ti, deixando meio que pra lá.

Queria me aproveitar de você. Morder seus olhos famintos por sucesso e prosperidade. Porém, ainda existe um freio me prendendo ao solo dos fracassados. E acho que esse freio já está gasto, e aos poucos estou me libertando.

Olhando além da colina dos quase. Estou querendo voar. Deixar as limitações pra lá. Mas eu sei que para isso eu preciso te amar. Te desejar. Te querer. E acho que chegou a hora disso. Querido trabalho duro.


segunda-feira, 22 de julho de 2013

O MISTÉRIO DO SUICÍDIO DE MARIA. CAPÍTULO I - Um tal de Lucas



O MISTÉRIO DO SUICÍDIO DE MARIA





Por Reinaldo Del Trejo








PREFÁCIO


Algumas vezes, achamos que conhecemos as pessoas que são próximas em nossas vidas. Todavia, nem imaginamos o passado que elas podem ter.

A vida é um mar de segredos e obscuridades. Chega um momento de nossas vidas que devemos colocar tudo em “panos limpos”.

O Mistério do Suicídio de Maria conta a história de uma família supostamente feliz que é surpreendida pelo suicídio da mãe.

A partir desse fato, o marido Maicon e o filho Lucas fazem de tudo para desvendarem o que estava por trás da morte de Maria.

Porque por trás de uma consequência existem inúmeras causas. E são essas causas que fazem as perguntas moverem o mundo.

Agora não perca tempo. Abra o livro e tente desvendar junto com Lucas e Maicon o mistério do suicídio de Maria.


DEDICATÓRIA

Esse livro é dedicado a todas as pessoas que perderam um ente querido e querem buscar uma resposta para a morte do mesmo.






Há riqueza bastante no mundo para as necessidades do homem, mas não para a sua ambição.

Mahatma Gandhi






CAPÍTULO I: UM TAL DE LUCAS



Lucas Dias era um jovem de cabelos enrolados, ele adorava ficar mexendo nos cabelos e olhando para o céu, imaginando que cada estrela era um Sol, e dentro desses “Sóis”, existiam vários planetas que possivelmente eram habitados. Essa imensidão o deixava cismado e em seus devaneios alucinados, ele sempre chegava na conclusão de que somos pequenos demais para a imensidão de mundo.

Na altura de seus nove anos, tinha uma carga de vivencia até certo ponto alta, já que havia visitado Assunção, capital do Paraguai, Buenos Aires e até mesmo Londres. Em uma de suas viagens conheceu Frank Lampard, seu ídolo desde quando era novo.

Seu pai era jogador de futebol, o que havia lhe proporcionado um conhecimento de mundo incrível, tudo corria bem em sua vida, já que ele conseguia fazer aquilo que mais gostava, que era contar histórias, e mais que isso, todas eram vividas.

Lucas amava escrever, e certa vez relatou: “Escrevo tudo o que vivo, logo sou uma escrita viva”. Sua imaginação era fértil, sua inteligência era no mínimo invejável.

Embora fosse um jovem talentoso, seu pai não lhe dava muita atenção, já que era um jogador conhecidíssimo no mundo, era Maicon Dias, de vinte e sete anos e capitão do Grêmio Futebol Clube, time de Porto Alegre, não tinha muito tempo para dar atenção para seu filho. Apesar dos pesares, Lucas adorava o pouco tempo que passava com seu pai.

Ele estudava em um colégio particular e seguia os passos do pai, sendo sempre um dos melhores jogadores de futebol da escola. Todavia, seu sonho era outro, ele queria virar escritor e divulgar seus mais variados devaneios para todo o mundo, e assim mudar um pouco o globo, perpassando seus ideais.

A mãe de Lucas se chamava Maria e era a pessoa mais próxima do jovem, ela sempre o cobria antes de dormir e havia lhe ensinado a ler e o ajudou a conhecer a imensidão que a leitura pode propiciar.

Tudo corria bem, até que uma série de acontecimentos fizeram com que a vida do garoto mudasse de rumo totalmente, e ele passou a enfrentar o mundo de maneira diferente, com olhos foscos e sem brilho.


Meu primeiro Livro - O MISTÉRIO DO SUICÍDIO DE MARIA


Galera, vou postar meu primeiro livro aqui no blog. É um presente para os leitores do Blog Mente Aberta. De dois em dois dias irei publicar um capítulo do livro. Ele foi feito para um trabalho da faculdade e estarei divulgando para vocês, meus leitores!

Logo o Blog Mente Aberta contará com mais novidades exclusivas para você. Não deixe de acompanhar! Grande Abraço.


domingo, 21 de julho de 2013

Pra sempre culpado


Ele acordava todos os dias às quatro da manhã, tomava banho, fumava maconha, se masturbava vendo aqueles velhos pornôs sem graça. Pegava dois metrôs, entrava em seu escritório que ficava no centro de São Paulo e escrevia artigos para um grande jornal de circulação nacional.

No trabalho todos os respeitavam, ele fazia com que os outros jornalistas se sentissem um lixo. Parecia ter uma vida perfeita, mas dentro do seu mundo particular, ele tinha um vicio. O vicio da pornografia.
Via filmes dos mais variados temas. Era pervertido ao extremo, olhava as mulheres de cima a baixo. E por trás de toda essa depravação existia uma pessoa triste e melancólica, que vinha de um passado obscuro e sangrento.

Toda essa dor e angustia começou quando a Irmã dele morreu em um acidente de ônibus. Sua família tinha entrado em um drama. Se bem que sua família agora seria formada apenas por seu pai e ele. Já que sua mãe havia abandonado os filhos alguns anos atrás. Porém, ninguém sabia o motivo do abandono.

O jovem começou a ser violentado pelo pai, isso aos doze anos. Já que sua Irmã havia morrido e ele tinha virado o objeto sexual de seu pai psicopata. Quando o pai nojento ficava atrás dele, ele inventava um mundo, esquecia a dor e humilhação.

Toda essa desgraça aconteceu por um longo tempo. Até que em uma noite fria de inverno, o garoto ouviu alguém batendo em sua porta, ele a abriu e era um assaltante. Ele pediu para o menino ir para seu quarto que iria roubar a casa, o garoto pediu para o ladrão lhe seguir, ele foi atrás do garoto.

Em seguida o menino ligou o computador e mostrou as cenas de estupro do pai e disse para o assaltante: “Alivia a minha dor moço? Ele tá no quarto. Me salva, por favor!”. O homem de barba cerrada começou a chorar, mordeu os beiços e foi para o quarto do pai do garoto.

O ladrão de cerca de trinta e cinco anos mordeu os lábios novamente, deixou o sangue escorrer pela beirada da boca e avistou o monstro dormindo. Ele deu um grito: “Acorda filho da puta!”. O homem acordou, olhou assustado e disse que ele poderia levar tudo.

A única coisa que o pai do garoto sentiu foi um murro no nariz, que tinha sido quebrado. O ladrão que agora era salvador pegou um taco de beisebol, pediu para o estuprador nojento virar de costas. O monstro agora chorava. Em seguida ele sentiu uma dor nas entranhas, era toda a violência e monstruosidade sendo devolvida. O homem não perguntou nada, ele apenas sabia que estava pagando.

Da porta do quarto se encontrava o futuro jornalista. Ele não estava abismado e sim feliz. Feliz por se livrar daquele monstro que acabara com sua infantilidade. Seu pai estava sangrando. Com o cu todo fudido e então o ladrão deu o revolver para o menino e disse: “Faça tua lei”.

O garoto não relutou, colocou aquele revolver calibre 38 no ânus do desgraçado e atirou cinco vezes. O suficiente para acabar com a dor. O ladrão que era salvador vendo que o menino ia se encrencar, pediu para o garoto ligar para a policia e se entregou. Mas em toda sua vida de crimes, sabia que aquele tinha ao menos, valido a pena. Pois fez justiça.

Porém aquela justiça virou desgraça. O garoto virou homem, virou profissional, virou ético. Mas tinha um impasse. Não conseguia confiar em ninguém. Vivia para ele. Apenas ele. Nada mais. A justiça feita pelas próprias mãos se tornou falha. Porque o medo saiu do pai e se inseriu no filho, que antes era inocente. Agora virou pra sempre culpado.


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Vamos dar um pouco de tempo


sábado, 20 de julho de 2013

Transbordou


Conversava várias horas. Se deu extremamente bem. Achou que a amizade era pra sempre. Distância aos poucos. Distância aos montes. Dose de sempre. Dose de nunca. Acabaram algumas coisas bestas. Fim de outras nem tão bestas. Ultimato. Percepção. Quando menos viu. Amizade acabou.


Viva o fracasso


Chega um momento que você enjoa de achar que tudo que você conquistou é pouco pra você. Tem horas que não dá mais para achar que pode tudo. Porque no fim, você não tem tal poder, muito menos capacidade para isso.

Fracasso. Se acostumar com o fracasso. Chega a hora que você tem que saber que não vai mudar o mundo. Tampouco fazer com que as pessoas fiquem melhores. Você acorda e diz: “foda-se, tá tudo fudido mesmo”.

Levanta, vê suas conquistas ínfimas e sorri. Sorri porque sabe que não é merda nenhuma e aquelas conquistas inferiores estão de ótimo tamanho. Do tamanho da sua capacidade podre e desgraçada.

Embora você ache que no fundo você tem potencial, você sabe que esse potencial não serve para nada, apenas para exaltar o fracasso e perdedor que você sempre foi. Chega de achar que é acima do que realmente é. Viva o fracasso. Assuma o fracasso.



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Fiquei no rascunho


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Você não entende!


'Você não entende! Eu poderia ter classe. Eu poderia ter sido um campeão. Eu poderia ter sido alguém, ao invés de um vagabundo, que é o que eu sou.'

Terry Malloy (Marlon Brando), em Sindicato de Ladrões(1954)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Amigos passageiros


Sabe aquele amigo que aparece apenas para encher um buraco? Que é conhecido muitas vezes no colégio, faculdade, trabalho ou em algum lugar rotineiro. Esse tipo de amigo costuma sumir pra sempre ou voltar às vezes.

Esse amigo de épocas acaba sendo muitas vezes importantes em nossas vidas naquele período. Porém é fácil de se perceber quem é esse tipo de amigo, quando ele simplesmente evapora. Por muitas vezes, o motivo do fim da vista diária.

Bom, eu sempre pensei e achava até certo ponto esse tipo um amigo um saco, um verdadeiro porre. Ai percebi que faço parte desse grupo indesejado. Em minha vida eu sumi de várias pessoas que eram importantes em determinados momentos e também fui vitima desse mal algumas vezes.

Tem aqueles amigos que tive na infância, na mudança de escola, quando comecei a trabalhar e na faculdade. São vários que se tornaram apenas um pedaço da minha vida. E fiquei chateado em ver que usei várias pessoas nesse meu pequeno passar de anos. É claro que existem as exceções que acabaram ficando de lado por n motivos.

Tome cuidado para não deixar esses amigos tomarem conta da sua vida. Porque muitas vezes eles te usam. Apesar de fazer parte desse grupo, acredito que sou do tipo menos ofensivo dos amigos passageiros. E para especificar um pouco mais esses tipos de amigos, vou detalhar cada um.

O pervertido: é aquele amigo que se aproxima de você apenas para conseguir contatos com mulheres/homens e assim conseguir algo. Geralmente, eles se aproximam por necessidade e não olham no olho de maneira alguma.

O aproveitador: é aquele que fica próximo de ti apenas para conseguir uma carona ou algo que você possa fornecer para ele. Eles aparecem na maioria das vezes no trabalho.

O amigo por acaso: bom, acredito que esse seja a minha definição. É aquele que conhece a pessoa na rotina e acaba confiando na pessoa. Eles se afastam por causa da rotina maçante e julgam ter outras prioridades.

O traidor: ele te usa, usa e joga fora. Na cara lambida mesmo. Só fica amigo de você para não ficar sozinho e quando se enturma mais, nunca mais olha na sua cara. Esse é o pior tipo de amigo e costuma aparecer quando esse individuo lazarento se muda de cidade. Evite! Eles aparecem de forma sorrateira, pedindo lápis ou até mesmo falando do Corinthians.

É foda. Mas todo mundo tem um pouco de amigo passageiro. Muitas vezes temos que repensar nossas atitudes e vermos qual amigo deve ser levado a sério ou não. E por favor, se for apenas para ser colega, diga isso. Chega de hipocrisia no quesito amizade, ok?


domingo, 14 de julho de 2013

Distância


Somos como estrelas. De longe parecemos próximos, mas de perto existe uma distância extremamente longa que nos separa.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Fiscalizando o pulmão do mundo


A Amazônia é considerada o pulmão do mundo por inúmeros cientistas e estudiosos. Todavia, esse pulmão está sendo devastado há muitos anos por causa do desmatamento que percorre grande diâmetro do território amazonense. Uma das alternativas para diminuir o desmatamento poderia ser o aumento da fiscalização, aplicando multas severas para aqueles que desobedecerem a lei.

Essa medida poderia fazer com que o desmatamento fosse diminuído, já que quando alcança o lado financeiro a população costuma atender ao que lhe é cobrada. A pergunta que fica no ar, é até quando essa medida geraria efeito verdadeiro, sendo que o desmatamento gera um bom lucro para os criminosos que os praticam.

Embora boa parte dos madeireiros serem brasileiros, eles atendem também o mercado internacional, que acaba fazendo uso da matéria prima nacional para ganhar dinheiro lá fora. E caso o governo brasileiro aplicasse uma alta multa, eles acabariam pagando mais caro para os contrabandistas no começo. Mas como o negócio ficaria mais caro e deixaria de ser rentável.

Portanto, o aumento da fiscalização e do valor da multa seria uma boa medida para diminuir o desmatamento amazonense. Todavia, deveria ser feito de forma severa, fazendo com que nada passe pela fiscalização e uma boa medida para aumentar a ordem na Amazônia seria o aumento dos salários dos fiscais, que faria com que eles fizessem o seu trabalho mais bem feito.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mais que perfeito, é imperfeito


Lembro de todo o remorso que passei. De toda a escuridão que enfrentei. Da vida desgraçada, onde eu procurava coisas para suprir a necessidade, uma necessidade que eu não sabia do quê. Até que eu te conheci e vi que a necessidade era de você.

Pedras jogadas. Palavras acentuadas. Gritos desconcertantes. Gestos intoleráveis. E quando menos vi, estava me perguntando o motivo de tantas intolerâncias. Porque eu me perdi. Me perdi no medo de te perder.

E do medo de te perder comecei a procurar, buscar a perfeição. Mas ora, perfeição não existe e se existisse seria um saco. Porque não existe coisa mais perfeita e ao mesmo tempo imperfeita do que te amar.


Vivendo em conjunto

Cada ser humano é único e contém suas particularidades. Vivemos em uma sociedade que frisa o conjunto, e para isso acontecer é necessário saber lidar com as diferenças.

Um dos grandes responsáveis pela personalidade das pessoas é a criação, que vai desde a família até a escola. E é papel desses dois grupos formar um cidadão capaz de lidar com as adversidades. Mas para essa estrutura ser bem fundamentada é essencial que os responsáveis por essas passagens sejam éticos e dignos.

Embora cada pessoa tenha sua formação, é necessário que cada um saiba que nem sempre suas percepções estão corretas, e é importante ter maturidade para ouvir opiniões contrárias.

Aceitar as diferenças é o primeiro passo para o crescimento pessoal e sucessivamente evitar assassinatos como na escola do Realengo no Rio de Janeiro. Além disso, é importante ressaltar que cada ser humano é único e merece ser respeitado, independente de suas crenças e opiniões.

Dessa forma, podemos começar uma caminhada árdua para uma sociedade mais justa. Todavia, é necessário um trabalho em conjunto. Sendo um bom ponto de partida a inclusão de uma matéria com ensinamentos sobre vivencia com as diferenças no primário, e assim preparar os jovens para a vida em sociedade.