domingo, 14 de dezembro de 2014

A realidade alternativa de Lucas



Lucas era um garoto pervertido. Se masturbava de 5 a 10 vezes no dia. Sua vida era um caos. Trabalhava e estudava. Ficava observando Maria, sua eterna amada. Lucas acabou com um sonho não consumado. Em sua cabeça doentia, ele esperava ter 2 filhos com Maria, um chamaria de Gian e a menina de Valesca.

Ele era até certo ponto inspirador. Mas em outro ponto vista, não passava de um lunático. Certo dia encontrou Maria. Ele estava disposto a abrir seu coração. O vento bateu em seu rosto, Lucas encarou aqueles olhos lindos cor de caramelo e disse:

_Saudade Maria.

_Saudade também Lucas. Faz tempo que não nos vemos. – disse Maria.

_Lembra daquele dia que fomos em um passeio no campo? Ficamos observando o pôr do Sol, o vento jogando seus cabelos de lado e esse dia maravilhoso foi finalizado com um beijo bem bacana? 

Foi assim que começou o nosso namoro.

_Lucas, nunca namoramos. – respondeu espantada Maria.

_Mas como assim Maria? Namoramos por 2 anos. Como pode ter esquecido?

A menina disse que precisava ir. Deixou Lucas sozinho e pensou que ele estivesse perturbado. Mas na verdade, para Lucas, tudo aquilo tinha acontecido. Enquanto ela o colocava na Friend Zone eterna, ele imagina que eles estavam vivendo uma eterna paixão, e fazia isso com todas as forças, acreditava que aquilo realmente estava acontecendo.

Até que certo dia, Maria foi estudar Engenharia na capital e na imaginação de Lucas, o término do namoro tinha acontecido ali. Porém, tudo não passava de uma imaginação inspirada. Para alguns, isso não passa de loucura, mas para Lucas é uma forma de fugir da cruel realidade.  Uma realidade em que as coisas simplesmente não acontecem. 


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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mais um dia



Mais um dia amanheceu para Gabriel. Olhar fosco e desnorteado. Trocou de roupa e se olhou no espelho. Observou um velho de 30 e poucos anos. Velho pela alma e não pela idade em si. Se bem que já não é mais um jovem.

Viu ela indo pela porta e perguntou a deus por que ela fez aquilo. Onde o jovem/velho errou em 3 décadas. Se bem que foram inúmeros erros que fizeram ele pensar que era tarde demais para se arrepender de qualquer um deles.

Pensou que era possível reverter a situação. Porém, em contrapartida ela apenas apertou os punhos, fechou os olhos e abriu a boca. E quando o ser humano faz isso, já era.

Gritou ao vento que iria ficar tudo bem. Esse era o seu desejo, mas no fundo, ele sabia que não era ficar bem que ele realmente queria. O problema é que ele procurou a razão acima do que realmente importa.


Cortou a barba, fingiu um sorriso e abriu a porta. Um dia bonito, com um bom raiar do Sol, pintando as nuvens de laranja, com um sabor cítrico que falta em sua vida. 


Continue abrindo a mente!