segunda-feira, 13 de junho de 2016

Carta anônima

Quanto tempo dura um sentimento intenso? Essa pergunta eu sempre me faço, e quando vejo que as paixonites caem na lixeira do meu desktop pessoal, vejo o quão grande é meu sentimento para você.

Os anos passaram, e mesmo depois de tanto tempo, quando voltei a falar com você, senti que minha vida tinha voltado a ter sentido. Sei que estamos longe de ter qualquer coisa, sequer um  ficamos. Na verdade, aquela conversa que tivemos depois da aula, talvez tenha sido o contato mais intimo que tivemos nos últimos anos.

Foi bobo, mas foi incrível. Desde então espero te ver, para que distraída, possamos conversar de novo. Aqueles seus olhos castanhos claros me atordoam desde sempre. Talvez nunca atordoaram tanto.

Mas ao mesmo tempo que voltamos a nos falar, acho que tudo está distante. Com você eu largaria todas essas biscates sem sentido. Só você é realmente importante, sem jogos. Você é a pessoa mais diferente que eu tive a oportunidade de conhecer.

Se um dia você ler isso, vai entender. Existe grande chance de você não ler. Mas mesmo assim, existe a esperança. Comecei um relacionamento longo para te esquecer, mas não deu certo. Nunca parei de pensar em você. E quando te via na faculdade, não entendia o que dizia seu olhar.

Até hoje eu não sei, eu via tristeza. Mas agora eu não sei o que tem. Queria desvendar esses seus sorrisos e ir além das curtidas no Facebook, que eu sempre fico tentado ao te ver com atualizações. Você é linda. Apaixonante. O que eu sempre quis para mim.

Espero que um dia essa carta chegue ao destino certo. Ou não, rs.


A imensidão do Sol


Quando você se achar um pouco, o mínimo que seja, tire um tempo, entre as 17h45 e 18h e observe o pôr do Sol. Veja aquela  formação de plasma, que é responsável por 99,86% da massa do universo. E mesmo estando a 150 milhões de km daqui, é capaz de causar tamanho efeito, perfurando as nuvens em um laranja claro que deixa qualquer um desnorteado.

Não somos nada perto do Sol. E isso, de vez em quando, serve como terapia e descida de pedestais. 

domingo, 5 de junho de 2016

"Mas eu aprendi que saber o que uma coisa é, não é a mesma coisa que sentir essa coisa."
- O Doador de Memórias

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Deixa a cortina cair

Em um momento de loucura, dá vontade de largar tudo. Chutar o balde, fugir de casa e sumir. Literalmente sumir. Sinceramente, dá até vontade de colocar um fim a todo esse passar de dia sem sentido. Mas nada como um dia de pensamentos soltos, não faça repensar na vida.

Não adianta jogar tudo no ralo. Existe um planejamento a curto, médio e longo prazo. Deixar tudo isso por um sentimento, seria no mínimo, imbecilidade. Então, agora com as duas décadas passadas, o que resta é enxugar as lágrimas, levantar a cabeça e atuar no jogo da vida. Como sempre, sorrindo e cabeça erguida, olhares castanhos para o mundo de desgraças. Sempre deu certo, e não dá para mexer em time que está ganhando.