terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Gênio Lobato



Imagine uma adaptação literária transformada em redação publicitária, alcançar 84 milhões de cópias em algumas décadas. Um folheto do ilustre Monteiro Lobato, intitulado de Jeca Tatuzinho (sim, inspirado no Jeca Tatu) conseguiu vender muito Biotônico Fontoura e ainda por cima dar aquele pitaco na saúde deficiente do Brasil:

“Um país não vale pelo tamanho, nem pela quantidade de habitantes. Vale pelo trabalho que realiza e pela qualidade de sua gente.”

Gênio sempre será gênio.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

A realidade de Ricardo

O clima quente parecia apertar a goela do jovem Ricardo, o ambiente hostil daquele bar lhe trazia algumas recordações de um passado não tão distante. Virou um whisky escocês e lembrou de quando brincava com seu pai há poucos quilômetros dali. Sentiu um cheiro forte de charuto vagabundo, olhou discretamente e observou um rosto conhecido, segurou no cabo do revólver e suspirou.

Um velho, cerca de 55 anos, sentou-se ao seu lado, barba cerrada e olhar enigmático. Pediu um copo de cachaça 51, a mais conhecida dos anos pacíficos daquela que havia se tornado a Nova São Paulo.  Depois da Terceira Guerra Mundial, o país entrou em pânico, os governos se dividiram e tudo parecia um Faroeste sem lei.

- Nunca o vi aqui. É novo, garoto? – o velho surpreendeu.

- Estou de passagem. Vim de Capitania, meu objetivo é chegar a São Paulo até amanhã.

Virou o terceiro copo daquela cachaça, o suficiente para levantar o cheiro de álcool puro, passou a mão no ombro daquele garoto desconhecido e sussurrou:

- Pessoas estranhas nem sempre são bem-vindas.

Plaft. Um barulho de garrafa se quebrando atrás dele.  O velho caiu sem nenhum tipo de reação, o sangue espirrou pelo rosto de Ricardo. Uma voz conhecida voltou a falar com ele:

- Você demorou, era para ter chegado há uma semana. – enquanto observou todos correndo.

- Algumas coisas aconteceram. Não precisava fazer isso com o coitado do João. Até que ele não era dos piores.

O rapaz sorriu, abraçou forte Ricardo, em um gesto familiar, disse em seu ouvido:

- Bom te ver, primo.

Cavalgaram até a fazenda Santa Fé, a maior da região. Tinham um plano um tanto quanto ambicioso, tomar a sede e matar o velho Fernando, que há muito tempo ditava as regras daquela cidade que era dominada pelo sangue.

Ao chegar na antiga porteira da Fazenda, estranharam que não tinha nenhum capataz ou algo do tipo. O caminho estava limpo, continuaram andando até avistar a sede, uma casa grande com uma varanda externa e garagem. Até que saem alguns homens, nenhum conhecido, o único rosto familiar já havia sido abatido.

Matematicamente era difícil. Cinco contra dois, mas o que Ricardo tinha aprendido nos últimos anos era como matar, e de forma rápida e eficaz. Não teve diálogo, atirou cinco vezes, cinco mortes.

Ouvi uma movimentação dentro da casa, até que um disparo alto, um relincho de cavalo, seu primo Marcelo estava morto. Desceu de seu cavalo negro, de peito aberto se aproximou:

- Sempre fácil de ser pego. Esse moleque nunca valeu absolutamente nada, assim como o pai dele.

Ricardo sorriu.  Aquela voz familiar, roca e forte era muito familiar.

- Então você continua matando como se a vida não significasse nada.

- Essa é a vida, meu filho. As pessoas são podres, você deveria saber disso. Tudo que fiz foi por impulso e para defender a minha família.

- A sua defesa gerou a morte de quem eu mais amei. Você é podre.

Aquele fuzil estava na mira daquele jovem de 20 e poucos anos. Um pai mataria um filho a queima roupa?

- O que você quer aqui depois de tantos anos?

- Vim buscar a Vanessa e a Júlia. Elas não devem ficar com você.

Até que surpreendentemente, o velho caiu. Ricardo correu e pulou a janela pela qual ele estava apontando a arma. Vanessa havia derrubado o coronel com um pedaço de madeira. Ricardo a abraçou e perguntou por Julia, e descobriu que ela já tinha ido embora há muito tempo.

Ajudou Vanessa a pegar algumas roupas e selou outro cavalo do estábulo. Quando menos percebeu, foi surpreendido pelo velho. Eles começaram uma briga, mas era muito diferente o contato corpo a corpo de um jovem e um homem em decomposição. Ricardo socou a boca do velho algumas vezes, o suficiente para jorrar sangue por todo aquele rosto calejado.

Em uma reação quase imediata, o jovem puxou uma faca e parou no pescoço do velho coronel. Uma lembrança distante, enquanto ele o empurrava no balanço, e o presente, uma faca personalizada com o sobrenome Del Monte gravado.

- Era um bom tempo, meu filho.

- Vou levar Vanessa, e você faz a porra que você quiser da sua vida.

- Fique aqui e vamos construir uma nova vida.

- Vai pro inferno.

O jovem arremessou a faca no chão e montou no cavalo. Quando virou a costa, se lembrou de olhos negros que lhe atordoam desde a cidade de Capitania, um sorriso encantador que acabou em mais um derramamento de sangue e sonhos. Caiu do cavalo, a vista começou a ficar embaçada, olhou o velho de soslaio.

Sorriu de forma amarga, já não tinha mais forças, sentiu a faca apertando suas entranhas. Em um último gesto, gritou:

- Foda-se, você e sua vida de merda.

Acordou em um tipo de chácara a beira do mar, sentada em uma praça estava sua mãe e o grande amor da sua vida, que por acaso lhe tinham sido tirado. O inferno estava instaurado na Terra, e se a realidade mundana não era o suficiente, ele precisou encontrar a paz em outro plano.


A realidade não era boa o suficiente para Ricardo.  

Vida em bloco

O sentido da vida é uma coisa clichê de se abordar. Mas apesar de clichê, continua sendo interessante. Afinal, o que fazer para a vida valer a pena e não ser apenas um passar de datas vazio?

Penso em como as pessoas lutam pelos outros, colocando-se em segundo plano na sua própria vida. É fácil generalizar e trazer o pronome “nós”, mas a verdade é que eu próprio já me coloquei em segundo plano muitas vezes, mas hoje acho que mudei minha postura.

Apesar dessa preferência em ser coadjuvante ao invés de protagonista, muitas pessoas usam e abusam de jogos sociais, que não passa de uma forma robotizada de colocar a sociedade em bloco.  Até faz sentido com as pessoas que não valem a pena. Porque o padrão existe para ser fácil de ser aplicado como um todo, assim como na publicidade, que visa um público-alvo.

Seria mais fácil se as pessoas fossem padronizadas, assim como o tamanho de sapato. Mas não são. Cada ser é diferente e pronto para ser desbravado de forma delicada e detalhada, assim como uma pedra bruta, que está pronta para mostrar todo seu esplendor.

Você se acostuma com padrões e busca se satisfazer a cada dia. Mas esquece que precisa estar com alguém para se sentir completo. Uma lenda wicca diz que precisamos encontrar a nossa outra parte, que em algum momento da nossa história, nossa alma se dividiu e faz parte da vida encontrar a outra metade. Caso a gente não encontre, simplesmente vivemos amargurados, vagando em um vazio existencial.

A amargura é comum ao ser humano. É fácil demais desistir, ainda mais fácil duvidar e jogar tudo a perder por uma falta de luta. É melhor ficar estagnado em seu mundo, de uma rotina pré-programada do que mergulhar no fundo e obscuro desconhecido.

O medo aprisiona toda a sua vontade de ser feliz. O medo não te faz melhor. O medo te faz ser o que você é agora. E garanto que por causa da vontade de crescer do ser humano, você com certeza não quer ficar onde está.

Você acha que o tempo não passa, mas quando menos perceber, sua juventude será esvaziada como uma sacola de supermercado. Aí só vai restar amargura e a velha pergunta: “Por que eu não fiz tal coisa?”

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Olhos negros

Quando me lembro daqueles olhos grandes, como duas jabuticabas prontas para serem devoradas, sinto paz em meu peito. Aquele sorriso perfeito, e uma voz nasalada, faz meu coração dar uma leve disparada. Uma mescla de meiguice com força, é difícil de explicar. Mas mesmo assim, tão fácil de sentir.

Eu evitei por muito ter contato. Mas agora eu sei que o que fiz, foi perder meu tempo e a chance de estar perto e não ver a hora passar, de olhar no fundo um negro avassalador, um pouco triste, mas cativante.

A partir desse tipo de sensação que começo a pensar como o ser humano é interessante. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Adesivo criativo da Dunhill

Achei incrível a ideia da marca de cigarro #Dunhill, no modelo #CarltonBlend, existe um adesivo para tapar as advertências sobre os males que o cigarro proporcionam. Uma ideia simples, mas que acaba burlando uma regra oficial, evitando mau estar aos fumantes.

Ideia simples, mas nada simplória. Simplesmente genial!


É necessário tomar cuidado

A vida é feita de escolhas. Nesse mar de incógnitas, muitas pessoas vão passar por sua vida.  Sempre fui uma pessoa que leva muito em conta o primeiro contato, mas com o tempo, aprendi que essa primeira impressão nem é tão verdadeira.

Às vezes você aprende a tratar as pessoas com frieza apenas para se machucar menos, se importar menos. Mas algumas vezes, o seu eu antigo volta e sussurra: “Vale a pena”. Mas é necessário tomar cuidado.

Esqueço que 95% das pessoas que eu conheci foram desprezíveis. E realmente são. Então, a ideia de ser frio não é necessariamente ruim. É uma forma de lidar com as frustrações e eliminar as expectativas.

Adoro utilizar frases de filmes e livros, e pra terminar esse texto vou usar uma: “ Só porque uma garota bonita gosta das mesmas coisas bizarras que você, isso não a torna sua alma gêmea”. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Deixe a liberdade ecoar

Deixe tudo livre. Faça aquilo que lhe dá na telha e verá como o mundo pode ser melhor. Tente, não custa nada!  




Curta a página no Facebook: Clique aqui! 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Um dia você vai acordar

O mundo está farto de pessoas que falam e não fazem nada para mudar. Seja a mudança dentro de você. Na pior das hipóteses, o erro serve como aprendizado.


Curta a página no Facebook: Clique aqui!