quinta-feira, 23 de março de 2017

Como seria?

Às vezes, me pego pensando: Como o mundo seria se as pessoas não fossem descartáveis como um copo d'água?

domingo, 19 de março de 2017

Segue o jogo

Ah, mais uma vez eu achei que seria. Mas não foi. Mais uma vez depositei a minha intensidade, característica e não serviu em nada. Tenho medo de perder a esperança nas pessoas. Antes de começar, eu já tinha pensado: “Não vai dar certo”. E mais uma vez não deu.

Me preocupo demais quando estou com alguém. Isso deve assustar. Ainda mais pessoas cheias de retalhos de relacionamentos anteriores. Mas esse sou eu, tão cheio de intensidade, que chega a assustar. E realmente assusta.

Apesar dos pesares, gostaria que tivesse dado certo. Aquele sorriso lindo e aquele jeito todo especial me dizia uma coisa: Pode dar certo. Mas assim como escrevi há alguns dias, parafraseando 500 dias com Ela: “Só porque uma garota bonita gosta das mesmas coisas bizarras que você, isso não a torna sua alma gêmea.”

Eu não sei se tomei a decisão certa. Talvez eu devesse ser mais maduro e me acostumado com a forma livre dela ser. Mas racionalmente, eu sei que fiz o melhor, o melhor para mim. E se eu não pensar em mim, quem vai pensar? Isso mesmo: ninguém.

Eu não gosto de colocar fim em nada. Mas no momento, estou me colocando como ator principal da minha vida, às vezes incomoda. Mas é necessário. E o que vai ser daqui pra frente, eu sinceramente não sei.

Sei que vou sentir saudade de estar próximo, de sentir o cheiro. Mas é bom também aproveitar o luto, faz parte da vida, e seguir em frente, sempre em frente. A única coisa que temos é o agora, o ontem já foi e o adiante não nos pertence.

Então, segue o jogo.

Carne sangra

Acordo pensando na intensidade que passamos juntos. Só queria que durasse um pouco mais. Mas não posso jogar intensidade na incerteza. Sou de carne, e carne sangra. 

sábado, 18 de março de 2017

Preguiça das pessoas

Existem pessoas que entram em sua vida sem pedir licença. Ganham seu espaço e por alguns minutos, parecem que vão ficar para sempre. Mas depois mostram que só querem se aproveitar do que você é, lhe tirando da tranquilidade e oferecendo um caos sem sentido.

Não me importo de não olhar o futuro e tampouco criar expectativas. A única coisa que não suporto é ser usado para passar tempo. A mágoa é por me tirarem de onde eu estava, para uma coisa tão vaga.

Isso é decepcionante. As pessoas me dão preguiça, cada vez mais.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Tudo está em seu devido lugar.
O mundo é mundo muito antes da sua existência.
E as pessoas são como são bem antes de te encontrar,
e isso serve no mínimo, como experiência.

Vida que segue, pra que sofrimento tão de repente?
Querendo ou não, o que sobra é a sua consciência!
Então bola pra frente,
o mundo sussurra: você precisa de paciência.

E vai aprendendo, aos poucos, a ser gente,
é assim que o mundo é!
E  às vezes o pensamento é que não vale a pena expor o que tu sente.

Mas lembre-se, a única coisa que você precisa ter nas pessoas, é um pouco de fé.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Inspiração da Madrugada

Cachorros latindo na noite nebulosa, a lua está encoberta pela imensidão das nuvens, que já caíram sobre a terra durante toda a eternidade. O vento sopra, mais um cigarro tragado em um desespero fulminante, alimentando um vício recente que está sendo combatido há muito.

O olhar perpassa, um frio na espinha, será medo? Como ter medo de algo que simplesmente não existe? A dúvida se acredita em algo extraordinário ou vem a cabeça novamente. Dúvida: tá aí uma coisa tão inspiratória como a própria loucura.

Loucura, inspira mais que tá pouco. Essas palavras lembram de um sonhador há um tempo, que queria mudar o mundo. Mas seus olhos esqueceram que um dia suas palavras, que se confundem com estilos de tantos outros autores, poderia criar uma nova realidade.

Mundo esse repleto de angústia e dúvida. Novamente a dúvida. Ouço passos pelos corredores, invadem um sussurro confuso. Confusão que assola a mente depois de mais de oitenta décadas de luta por uma família que hoje vive de aparências e conceitos morais inventados por uma sociedade patriarcal e doente.

Apesar de todas as limitações, a voz interior fala mais uma vez: “Termina o que começou”. E é isso que eu vou fazer, acordando às cinco da manhã com uma vontade louca de escrever, mesclado de uma inspiração que não vinha fazia tempo. É difícil dizer, a última vez que trabalhei no livro foi em Março de 2016.

Entre as fontes de inspiração está Bukowski, Dostoievski, Paulo Coelho, Stephen King e tantos filmes e séries que foram devorados no anseio de uma bagagem cultural maior. E ainda por cima, uma boa dose de decepção e paixão para trazer a esse projeto de escritor um pé na realidade mundana.

Hoje, em plena Segunda Brava, acordei inspirado.

sábado, 11 de março de 2017

Confiança?

Ele morava em uma casa em um bairro afastado no interior de São Paulo. Trabalhava e se enfiava em seus gostos particulares. Entre esses gostos para lá de peculiares, tinha uma tara: era um assassino em série.

Nunca havia confiado em ninguém, e sempre que fazia seus assassinatos, tudo ocorria conforme o planejado. Com o tempo, passou a perceber que não tinha graça em apenas instaurar o medo e não ser reconhecido.

Um dia resolveu fazer duas coisas que nunca havia feito antes: revelar seu segredo mais íntimo e confiar em alguém. A culpa não foi dele, ele sentiu conforto e acreditou que a sua nova paixão entenderia o seu gosto especial.

Ela não teve, ligou para a polícia e ele foi preso em menos de um mês. 85 homicídios. Chegando na cadeia, foi brutalmente assassinado no primeiro dia por um irmão de uma de suas antigas vítimas, e sua morte foi, no mínimo pornográfica.

Moral da história: Não confie.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Análise Global

Tudo que sempre vai importar é o que para você menos importa. Jogo de palavras difícil de ser compreendido até por mim que as escrevo. Mas, assim como no estudo da língua inglesa, precisamos ver o contexto como um todo e não entender pequenos fragmentos.

Analisar o global nem sempre traz uma reflexão positiva. 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Moral

 Era uma vez uma criança cheia de sonhos, em seu interior, ela queria se formar em História e fazer com que as pessoas entendessem como o passado impulsiona o presente e o futuro. Aos 10 anos, teve muita vontade de beijar uma amiga do colégio, comentou com sua mãe, ela o alertou que não poderia fazer isso, porque ela era filha de uma drogada.

Quando completou 15 anos, ficou maravilhado com o balé, fez duas aulas de teste, pediu o dinheiro da matrícula para o pai, ele disse que era coisa de “bixa”, assim como não valia a pena treinar futebol, um esporte de “vagabundo”.

Aos 17 resolveu entrar na faculdade de Direito, porque tinha mais campo e ganharia mais dinheiro. Conheceu a filha de um médico local e se casou. Nunca foi feliz, apenas transava e mantinha sua moral intacta, assim como seus pais queriam que ele fizesse.

Com 25, pegou seu Corolla do ano que tinha comprado após vender 1/3 de sua vida em um trabalho que não sentia prazer. Jogou esse carro na frente de um caminhão e se libertou da moral que enfiaram goela abaixo durante toda a sua vida.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Aqueles seus olhos negros - para E.M.

Eu sempre fui um ceifador de destino,
um cara estranho e sem fé.
Mas depois que você cruzou o meu caminho,
a marcha constante parou de ser a ré.

E aqueles seus olhos negros, o que vou dizer?
Assim que encontraram os meus.
E sempre que eu penso em você,
e sinto a necessidade de colar os meus lábios aos seus.

Eu nunca fui o dono do mundo,
e quem sou eu para falar de futuro?
Eu só quero você nesse segundo,
e observar o tempo parar!

Então se tem alguma dúvida,
sou de longe a pessoa para solucionar.
Só queria gritar aos quatro ventos,
vem pra cá e faz essa saudade acabar!