terça-feira, 30 de maio de 2017

Nunca dê o primeiro trago

É difícil expor algo tão delicado. Mas aprendi no Jornalismo que a verdade deve ser dita, e se atingir ao menos uma pessoa, já é o suficiente.

Você que adora dar uns tragos no cigarro na baladinha ou no rolê com os amigos: PARE. Não fume nunca mais. Agora você que é compulsivo e devora cigarro como se fosse ar: NÃO PARE DE FUMAR SEM AJUDA MÉDICA. É sério, ah, isso não é daqueles posts chatos do governo federal, mas sim a experiência de um fumante maldito.

Depois de muita coisa e principalmente experiências tristes, resolvi: ADEUS CIGARRO. Realmente, estava forte na batalha. Até que em uma conversa com uns amigos, comecei a passar mal: falta de ar e dor no peito. Tava foda:

- Vou morrer - eu pensei.

Fui parar no Posto de saúde:

- Crise de abstinência severa - o médico afirmou.

Tomei uma caralhada de medicamentos, e em menos de 1 hora minha pressão foi de 18 por 10 para 12 por 8.

Ok, tudo lindo. Cheguei em casa e tudo ficou muito devagar, deitei na cama, ouvi música (já ouviu Topaz? Não? Então ouve), senti uma puta dor de cabeça, pensei que era normal. Adormeci.

Acordei alguns minutos depois com umas pontadas esquisitas no peito. Fui para o quarto do meu pai e ele me levou ao hospital.

Basicamente: tomei muito medicamento na veia e fui orientado a procurar um cardiologista e um psicólogo. As pontadas não tinham nada a ver com o coração, e minha pressão novamente voltou a normal em poucos minutos.

A luta psicológica é pesada. É uma necessidade absurda de enfiar o cigarro na boca. Dependência psicológica e química. Não é uma sensação nada bacana ser vencido por um negócio com menos de cinco centímetros e com cheiro de bosta.

Mas é o que acontece quando você se torna um fumante: você afasta pessoas, decepciona os seus pais, gasta uma fortuna, estraga a sua saúde e seu psicológico fica arrasado.

Já diria Shakeaspeare: "Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você." Um dia fiz a escolha de fumar um ou outro cigarro no rolê, acabei comprando um, dois, 50 maços, e quando menos percebi, estava totalmente viciado. Se pudesse voltar atrás, voltaria.

Mas como não posso, preciso levantar a cabeça e eliminar esse vício. Sei que o processo é lento e doloroso, mas desistir não resolve nada. E você que tá lendo isso agora, não cometa o mesmo erro que eu. Faça um favor para você e para quem te ama: Não fume. E se for um fumante, não tente parar sozinho: procure ajuda.

Espero que você reflita sobre isso.

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