segunda-feira, 31 de julho de 2017

Você ainda tem 218 mil oportunidades em 2017

Enquanto ouvia um álbum antigo de Linkin Park, vi um link no grupo de Skype da agência que Chester havia sido encontrado morto. Fiquei sem reação, e por acaso hoje acendi um cigarro amargo em sua homenagem. Ainda por obra do acaso procurei o que tinha acontecido no dia 01 de agosto, e curiosamente foi a inauguração da MTV – canal que acompanhava os clipes mais intrigantes de Linkin Park, com sucessos como In The End, Crawling e One Step Closer. Parei para pensar em tudo que o vício pode ocasionar. Olhei para aquele papel enrolado em substâncias tóxicas e pensei: Vale a pena?




01 de agosto de 2017

Uma data comum para qualquer pessoa. Para quem acompanha futebol, é aniversário de Bastian Schweinsteiger, um dos grandes vilões do eterno 7 a 1, para os historiadores, é lembrada a morte de Luís VI de França, e para os saudosistas, foi a inauguração oficial da MTV  lá em 1981.

MTV lembra a minha adolescência e como acompanhava os clipes de Linkin Park e a eloquência de Chester Bennington, que infelizmente faleceu há alguns dias. Foi pensando em Chester que acendi um cigarro amargo, de madrugada enquanto assistia Mad Men,  olhei para o horizonte negro e pensei em tanta burrada que fiz na vida.

Estou afastado do trabalho há alguns dias. Sinto falta de toda as ideias que vinham como rajada em minha mente, e transformá-las em algo concreto. Mas depois de tanta coisa que aconteceu nos últimos dias, eu tive uma certeza: eu quero viver pelo menos mais uns 30 anos.

Adoro a vida. Adoro acordar todos os dias e ter a certeza que posso fazer coisas boas. Sinceramente, não me importo como as pessoas vão reagir. Diz um velho ditado que “você deve tratar as pessoas que são boas com amor porque elas merecem, e as ruins porque elas precisam”. Então, encaro cada dia com a satisfação de dar o meu melhor em tudo que faço, e isso inclui tratar as pessoas bem.

Aí você me pergunta, o que isso tem a ver com cigarro? Bom, meu avô que faleceu 10 anos antes do meu nascimento era um fumante compulsivo e alcoólatra. E toda vez que meu pai sente o cheiro de cigarro, vejo em seus olhos verdes (que gostaria de ter herdado) uma enorme insatisfação.

Quando muita coisa ruim acontece na sua vida, você percebe que como disse o Coringa: “A loucura é como a gravidade, basta um empurrão”, mas como uma grande amiga disse para mim: “Várias pessoas não vão deixar isso acontecer. E eu sou uma dessas pessoas”. E é pensando nessas pessoas que vejo que viver vale a pena, e muito.

O cigarro é uma verdadeira desgraça. Você acha que está salvando o seu momento de tédio ou hábito, mas na verdade não passa de uma muleta de fraqueza. É apenas um pedaço de papel enrolado em mais de 47 mil substâncias tóxicas para foder com a sua vida.

Escrevi outras vezes que pararia de fumar. Mas nunca acendi um cigarro tão amargo quanto o de hoje. Pode ser que hajam recaídas e que eu queira acender um cigarro ou outro de vez em quando, principalmente quando tomar alguns goles de cerveja.

Mas para quem um dia fumou, sabe que abandonar o hábito diário já é considerado parar de  fumar. E não nunca mais acender o maldito tabaco (RECAÍDAS FAZ PARTE DE TUDO NA VIDA). Sei que sou volátil e posso mudar de opinião. Mas essa decisão é pensada apenas em um poder: o poder de conseguir fazer as pessoas sorrirem. Porque eu quero viver o máximo possível para esse objetivo.

Faltam 152 dias para 2017 acabar. E cada minuto é suficiente de mudar a vida de alguém, então olhe só: temos 218 mil oportunidades de fazer uma pessoa feliz.


Leia também!